07/02/2008
As plantas (e a vida) nos trilhos



Quinta-feira com cara de segunda é uma delícia. Mal começa a semana, a gente já planeja o fim de semana para “descansar da fadiga do descanso”, como diz minha avó Dadá, uma baiana nada preguiçosa. Falo em moleza somente para lembrar que é hora de deixá-la de lado. Depois do natal, ano novo e carnaval acabaram-se as desculpas para adiar os compromissos, as reformas, as arrumações, os encontros com os amigos... É por isso que eu “começo” a semana com uma sugestão para os que têm varandas pequenas – minúsculas mesmo! As paisagistas Daniela Ruiz, Maria do Rosário Rocha e Drica Diogo (tel. 11 4191-5279) instalaram um trilho de alumínio e ripas de madeira teca de 3 x 3 cm pelas paredes e teto desta varanda para conduzir a trepadeira ipoméia. Conforme cresce, a ipoméia cria uma cortina de flores. A sensação (para quem está dentro do apê) é de que há um jardim além da porta. Beijos a todos, até amanhã.

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11/02/2008
Arranjo aéreo



É fato: tenho paixão por suculentas. Mas há motivos concretos que me levam a defender esta família. O principal é a polivalência. Suculentas servem como forração, sobrevivem em ambientes internos com pouca luz natural, lidam bem com ausência de água e, mesmo em condições extremas, crescem rapidinho. São o sonho de consumo dos que moram sozinhos e não têm tempo para plantas. Como fazem parte da minha lista VIP, ou melhor, VIT, Very Important Things, deixo mais uma idéia de como tê-las em casa. Aqui, elas foram plantadas em caixas quadradas e pequenas de zinco e organizadas em um modelo maior, forrado com pedriscos, fácil, fácil... Embora esteja em uma mesa de jantar, já imagino este arranjo em uma mesa de centro. A vista aérea fica mais interessante. Até!

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12/02/2008
Solitários juntos



A antítese aqui faz todo o sentido. Reparem nesta reunião de solitários com rosas. Na verdade, se repararem bem, vão notar que não são solitários e sim tubos de ensaio de laboratório. Mas a embalagem é o que menos importa. Poderiam ser garrafas, taças de champanhe... O legal é o uso. As rosas coloridas e de alturas diferentes preencheram a mesa. Ficou lindo e original.

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13/02/2008
Cravos de baciada



Não existem flores feias, só mal arrumadas... Se você tem a impressão de que os seus arranjos nunca ficam tão charmosos quanto os das revistas ou da casa dos outros, aí vai mais um truque para organizar flores. Bacias podem ser preenchidas – antes das flores –, por placas de espuma floral. Reparem no esquema, desenhado à direita, no topo da foto. É preciso acomodar as placas, já encharcadas de água, no fundo da bacia. Coloque mais uma placa centralizada sobre as outras e comece a fincar as hastes de flor. Se quiser nivelar a altura do arranjo, você precisa controlar a altura das hastes de acordo com o local que ocuparão na bacia. Simples, simples... Ah, não dá para deixar de falar dos cravos. Quer flor mais romântica e mais com cara de vó para ter em casa?


Tô de volta

Para quem notou a ausência de respostas nos últimos três posts, uma explicação: fui viajar. Passei os últimos dois dias no Rio. Foi uma viagem rápida, mas com tempo suficiente para fotografar projetos lindos que, em breve, vocês verão na revista e no site. Aqui no blog, vou mostrar curiosidades e coisas que encontrei por lá. Por sinal, preciso dizer que o Rio é uma cidade abençoada pela natureza. Pra todo canto que você olhe, há um morro, uma ilha, ruas arborizadas ou o mar coroando a paisagem. Dá até uma inveja de quem vive lá (calma gente, minha inveja é branca e inofensiva!). Aliás, quem é do Rio, pode sugerir alguns lugares para eu conhecer na minha próxima ida à cidade...

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14/02/2008
Vaso d’água



Tenho horror a cascatas de pedras, amontoadas como um bolo de andar. Não gosto de nada que falseie a natureza. Por mais que imitem, sempre abrem uma brecha para o cafona. Prefiro a simplicidade das fontes feitas de dormentes com bicas de cobre ou dos espelhos d’água montados em vasos. Estes últimos, são disparados os meus preferidos. Tomam pouco espaço, dispensam grandes cuidados e ainda dão frescor ao ambiente. No Rio, vi uma boa variedade deles: de cerâmica, cimento, cobre e até de pedra vulcânica. Como nota-se na foto, ficam lindos com plantas aquáticas, entre elas, alfaces d’água, aguapés, minipapiros, camarões e salvínias. Mesmo no vaso, não dá para descuidar da oxigenação da água. Instale uma bomba de aquário no fundo, que ainda afastará o aparecimento de mosquitos. Agora quero saber: se fossem escolher um modelo de fonte, cascata ou espelho d’água, qual seria? Tô à espera de respostas...

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18/02/2008
Panelas velhas recicladas



Uma lembrança de infância: Eu devia ter uns 5 ou 6 anos, mas lembro-me perfeitamente da dona Luzia, a senhora que ajudava a minha avó a cuidar da casa, enquanto meus pais trabalhavam. Ela era uma felicidade só. Era tão disposta, que cantava enquanto limpava a casa. E quando o rádio tocava aquela música do Sérgio Reis “Panela velha é que faz comida boa...”, ela pegava o meu irmão Fred no colo – na época com 2 ou 3 anos –, e chacoalhava ele pra lá e pra cá. Era uma diversão deliciosa. Infelizmente, a dona Luzia se foi, mas a lembrança dela surge sempre que lembro daquela música. Não sei se as panelas velhas fazem comida boa, mas no
Zazá Bistrô, no Rio, elas abrigam ervas e temperos e ainda dão um charme na fachada. Fica a dica para copiar em casa. Beijo a todos. Até amanhã.

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19/02/2008
Transformação total



Estes programas de TV que levam o decorador, arquiteto ou paisagista para uma casa e transformam o lugar são uma inspiração. Não sei se é porque me interesso por tudo relacionado ao tema ou se realmente atraem um grande número de telespectadores. O negócio é que quando o programa termina, sempre desligo a TV com uma luz...plim! Pego um papel e desenho a minha intenção. Mesmo que vá deixá-la guardada por algum tempo, é só para não esquecer. E dá certo: muitos dos móveis e idéias que exibo na minha casa nasceram assim. Peguei carona nesta fórmula de antes e depois para mostrar esta varanda. Como me pediram sugestões para espaços pequenos, aí vai um. A arquiteta Paula Radomille (11 3451-5066) remoçou esta varanda de 1,48 x 5,90 m com um painel e caixas de madeira. As caixas servem como banco, cachepô e mesa de centro. O detalhe é que ainda podem virar baús para esconder toda a tralha. Eu aprovei, e vocês?

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Thaís Lauton
Ela não gosta de acordar cedo, mas quando é para ir ao Ceasa, pula da cama feliz às 6h da manhã. No gigante entreposto paulistano de plantas e flores, faz o que mais gosta: aprecia os tons e texturas diferentes das folhagens, as árvores frutíferas, os tipos de grama. Na revista desde 2004, Thaís é nossa especialista em paisagismo. Lê, estuda, faz entrevistas, planta vasos. E se diverte dizendo aos outros o nome de cada planta. Se é que ela não inventa...




 
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