31/01/2008
Boa para jardineira



Nada como uma máquina fotográfica na bolsa para carregar mais do que memórias de uma viagem. No fim do ano passado, fui para Ilhabela, no litoral paulistano. A cidade é uma graça. Tem um centro charmoso, com ruas de paralelepípedo e casas antiguinhas. Além da vegetação tropical típica, dá para notar o capricho com que as plantas são mantidas à beira-mar. Vi jardineiras com diversas espécies, mas os cachos de miniflores roxas da violeteira chamavam atenção à distância. Fiz a foto só para mostrar pra vocês e dar a notícia de que eles cabem em outras paisagens. Quem tem uma jardineira vazia ‘dando sopa’, taí uma espécie fácil de cultivar. Só precisa de sol, terra rica em substrato e regas diárias.

Ótimo carnaval pra vocês. No sossego ou na folia, divirtam-se! Beijos.

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30/01/2008
Do quintal pra mesa



Preciso confessar: depois que montei uma horta em casa, a minha vida mudou. Parece até lorota de comercial de emagrecimento, esses depoimentos de antes e depois, mas é sério mesmo. São quatro vasos com ervas (capim-cidreira, melissa, cavalinha e lavanda) e dois com temperos (manjericão e pimenta) – o suficiente para permitir prazeres a qualquer hora. Um chá natural de madrugada, um suco refrescante no café da manhã e por aí vai... A horta deu tão certo, que penso em aumentá-la em breve. Enquanto os planos não vão pra frente, me inspiro em idéias como esta, da revista Living. As ervas e temperos foram plantados em caixas de madeira, assim podem ir direto para a mesa. Sugestão: para que as caixas durem mais, impermeabilize-as internamente e forre-as com uma manta de poliéster. Outra: você pode substituir as caixas por tinas de madeira. Fica tudo de bom! Beijos a todos.


Simples de montar: tire as ervas dos vasos e acomode-as no centro e cantos da caixa. Esconda a terra com pedriscos.

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29/01/2008
Era uma vez uma fonte



Tenho mania de encontrar outras utilidades para as peças lá de casa. Invento novos usos para tudo o que avisto, da cuba quebrada ao balde de zinco. Mantenho os achados em prateleiras na sala de ferramentas e, de tempos em tempos, faço uma busca. Lá tem de tudo, potes de creme, tubos de ensaio de MM’s, galões de vinho. É lógico que este vício ultrapassou os limites do meu portão e, sempre que me concedem, palpito nas invenções alheias. Uma das últimas foi no sítio da minha sogra. Sugeri que ela transformasse a fonte, que não funciona há alguns anos, em uma jardineira gigante. Não é que ela topou? Plantei russélia na bacia maior, onze-horas na do meio e uma suculenta na menor. Quando a russélia crescer mais, vai formar uma cascata vegetal. Tô na torcida para que minha sogra aprove. Até amanhã!

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28/01/2008
Sorte e gentilezas



Adoro presentes em que o valor está ligado ao significado e não ao preço. Uma lembrança trazida de viagem, uma peça feita à mão ou uma muda de planta cultivada especialmente para mim...Ah, esses gestos tocam a minha alma. No fim da semana passada, tive uma amostra de como há muitas pessoas parecidas comigo. A paisagista
Gigi de Arruda Botelho mandou vasos de barro com trevos de quatro folhas para todos da redação. Tem algo melhor para oferecer do que sorte? Cada um levou “a sua” para casa e imagino que tenham encontrado um local especial para exibi-lo. O meu vaso de trevo ficou junto dos de ervas e temperos, na varanda. O importante é que o gesto cativou todo mundo e rendeu uma sensação de bem-estar coletiva. São dessas coisas que falo. Por isso, quando visitar a casa de algum amigo pela primeira vez ou quiser demonstrar afeto, um vaso de trevo de quatro folhas cai bem. Fica a sugestão. Beijos a todos.

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24/01/2008
Só a essência



Muitos de vocês já devem ter notado que sou apaixonada por plantas tropicais. Folhas gigantes, flores com cores vivas, palmeiras, coqueiros e árvores de copa densa e tronco ramificado me atraem. Não entendo como muita gente troca a beleza natural destas espécies pela rigidez da forma européia. Canso de ver condomínios recém-construídos, planejados com um paisagismo nada brasileiro. Neles, só entram buxinhos, murtas, fícus e pinheiros podados. Poxa, será que não é muito mais legal ter uma vegetação espalhada sem rigor? Até entendo ter um vasinho podado na porta de casa, mas o jardim inteiro?! Não sei se concordam, mas prefiro ver um fícus – aquele que tem ‘raízes invasoras’ e quase só se vê podado por aí –, ou uma falsa-murta, como esta da foto, com sua copa livre de tesoura e com um banco embaixo para deitar depois do almoço e tirar um cochilo. O que acham?


P.S. Para quem não mora em São Paulo, amanhã é aniversário da cidade. Para mim, dia de dar uma descansada e curtir a família. Então, antecipo o desejo de que vocês aproveitem bem o fim de semana. Nos vemos na segunda. Beijos e até!

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23/01/2008
Ganchos da salvação



Sou fã de uma arrumação. Organizar gavetas, pôr as roupas em ordem, guardar os documentos em pastas e montar álbuns de fotos são um passatempo. Mesmo que eu leve horas (ou até dias!) para pôr as coisas no lugar, a recompensa é encontrar uma agulha, um band-aid ou aquele brinco, que não coloco há séculos, sem procurá-los pela casa inteira. Não faço esta limpeza tantas vezes quanto gostaria, mas nada como um fim de semana chuvoso, como este último, para ter tempo de sobra. Foi ótimo revirar a casa e descobrir como cabides, divisórias, caixas e ganchos fazem a diferença na arrumação. Por falar em ganchos... Nesta foto da revista Living, eles resolvem a vida de uma aficionada por jardinagem. Foram planejados com espaçamentos diferentes para acomodar de tudo: pá, garfo, ancinho, inço, regadores, galochas, vassoura, sacola e chapéu. Fiquei tentada a montar uma parede parecida – óbvio, em menor escala. Mas dá para adaptar a idéia em outros cômodos: quarto, hall de entrada, cozinha. Espero que curtam.

Varredura
Esta minha fase de limpeza chegou ao blog. Resolvi passar o olho nos arquivos e descobri que há perguntas sem resposta espalhadas pelos posts. Desde ontem, comecei a respondê-las. Se você foi um desses injustiçados, dá uma fuçada nos arquivos. Tem respostas fresquinhas por lá.

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Thaís Lauton
Ela não gosta de acordar cedo, mas quando é para ir ao Ceasa, pula da cama feliz às 6h da manhã. No gigante entreposto paulistano de plantas e flores, faz o que mais gosta: aprecia os tons e texturas diferentes das folhagens, as árvores frutíferas, os tipos de grama. Na revista desde 2004, Thaís é nossa especialista em paisagismo. Lê, estuda, faz entrevistas, planta vasos. E se diverte dizendo aos outros o nome de cada planta. Se é que ela não inventa...




 
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