11/12/2007
Que venha a chuva!



Áreas permeáveis são tão raras em São Paulo quanto árvores. Imagino que muitos de vocês, habitantes de outros estados, enfrentem problemas parecidos com os dos paulistanos. Algumas gotas d’água são suficientes para a cidade parar. Ficamos ilhados no carro, no trabalho ou na padaria à espera de uma trégua de São Pedro (que, por sinal, deve fazer terapia para entender os pedidos daqui debaixo). Até pensei em montar um kit enchente para carregar no carro, com capa de chuva, galocha e bote inflável, mas espero não chegar a este ponto. Prefiro acreditar na consciência coletiva. Já que o urbanismo das cidades brasileiras está longe do ideal, minha sugestão é que a iniciativa comece em casa. Por exemplo: ao prever o revestimento da área externa da sua casa, muito melhor escolher lajota, mosaico português ou um piso pré-moldado, como este que a paisagista Paula Galbi (tel. 11 3064-5306) instalou nesta casa (foto). Para incrementar, basta remover algumas pedras e plantar arbustos ou forrações. Você ganhará mais verde em casa e a água da chuva vai escoar para a terra e regar suas plantas. Beijos a todos, até amanhã.

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12/12/2007
Doçura à francesa



A delicadeza da érica é algo que me cativa. Fico impressionada com as flores miúdas, que parecem tiradas de uma pintura rococó francesa. São semelhantes às flores que vejo em louças antiguinhas, no bule da avó, na xícara da tia... A érica tem um quê da cerejeira, mas não é árvore. É um arbusto muito ramificado, originário da Austrália e da Nova Zelândia, que atinge até 3 m de altura. Suas flores densas e aromáticas surgem na primavera e no verão. Ontem encontrei este trio da foto em um dos cantos de uma casa assinada pelo paisagista
Marcelo Bellotto. Reparem no detalhe das flores. Quem gostou, deve cultivá-las a pleno sol, com terra rica em matéria orgânica e regas diárias. Ela também pode habitar vasos para a alegria de quem mora em apartamento. Prefere regiões com temperaturas mais baixas, onde floresce com mais intensidade. Espero que gostem. Beijos, até amanhã!

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13/12/2007
Buquê natural



Ontem vi de perto uma abelha polinizar as flores do agapanto. É espantoso! Em menos de cinco segundos (não cronometrei, mas foi tão rápido que nem deu para tirar a câmera da bolsa) ela voa de uma flor para a outra numa labuta árdua. Não registrei a abelha, mas a flor está aqui. O agapanto é uma herbácea de florada sem igual. Em cada haste, que chega a 60 cm de altura, forma-se um buquê com pequenas flores lilases e brancas – sempre nesta época do ano. Por sorte, mesmo quando está sem flores, a espécie ainda tem presença. Sua folhagem laminar é muito decorativa e serve para contornar muros, bordaduras ou aparecer em maciços, como este da foto, que achei em um projeto do paisagista
Gilberto Elkis. Aos interessados em ter esta belezura, ela vive a pleno sol ou meia-sombra, e tolera baixas temperaturas. Amanhã eu volto com mais. Beijos a todos.

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16/12/2007
Flores na jarra

Andei meio ausente do blog na semana passada por conta da correria para o fechamento da edição de janeiro da revista. Para quem acompanhou o meu desespero em busca de sol, ele não apareceu, mas as fotos deram certo, ufa! Para me redimir, começo a postar no domingo. Por sinal, a foto que escolhi tem tudo a ver com fim de semana. Sabe aquela jarra de porcelana ou cerâmica com bacia que você herdou da mãe, tia, avó...ou arrematou em alguma feira de antiguidades? Ela pode ganhar um belo arranjo de flores e ocupar um móvel na sala, como fez a ceramista
Bia Ferreira em sua casa. Mesmo que você não tenha uma dupla linda como esta da Bia, pode improvisar com uma jarra de vidro. Garanto que os convidados só vão ter olhos para a beleza do conjunto. Ótimo domingão para todos.

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17/12/2007
Orquídea de chão



Para os fãs de orquídeas, mais uma preciosidade da família. Esta é a orquídea-bambu, que leva este nome porque atinge até 2 m de altura. Também é conhecida como arundina. A diferença dos parentes próximos, é que a orquídea-bambu é terrestre, com folhas laminares, lisas e alongadas. Serve para acompanhar muros e cercas ou formar renques ao longo do jardim. Nesta época do ano, suas flores branco-lilases com labelo roxo aparecem com freqüência. Ela gosta de meia-sombra ou pleno sol. Boa semana para vocês. Até amanhã!

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18/12/2007
Patchwork de vasos



Adoro tecidos estampados. Flores, listras, poás, xadrezes sempre despertam a minha atenção. Não sou a única. A designer Anna Milliet (millietstudio@uol.com.br), que faz desenho para estamparia, resolveu transportar a sua criatividade do tecido para o barro. E não é que deu certo. Anna pegou a tinta acrílica de parede e transformou os seus vasos. O pachtwork divertido fica na frente da sua casa. Quer melhor convite de boas-vindas. Eu aprovei, e vocês? Beijos a todos, até amanhã!

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20/12/2007
A orquestra tá solta



Moro em um bairro em que ainda é possível acordar com o canto dos pássaros. Confesso que ‘acordar’ não é bem a palavra. Tenho um sono pesado, o que significa que só ouço os pássaros depois de um banho ou de um gole de café. Mas o efeito é igualmente bom. Conto isto, porque um dia desses fui ao apartamento da repórter Ananda Apple, outra apaixonada por plantas. Nas duas horas em que conversamos, a varanda de seu apartamento era uma bagunça generalizada. Uma barulheira de bem-te-vis, sanhaços, maritacas, beija-flores, rolinhas e cambacicas... Fiquei impressionada com a naturalidade com que os pássaros entravam e saíam pela janela. A Ananda revelou a receita infalível para atrai-los: banana e água. Ela montou o banquete em um prato grande de plástico e pendurou no teto. E não é que eles passam por lá todos os dias. Esta freqüência na varanda dura cinco anos, tanto que a Ananda conhece até os filhotes de alguns dos seus hóspedes. Vou fazer o teste lá em casa. Quem sabe o tumulto seja tanto, que os pássaros consigam me tirar da cama. Até amanhã!

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21/12/2007
Hora de pendurar o avental...




Chega a hora do balanço: 2007 voou. Passou rápido demais, mas foi um ano bem bom. Entre os motivos que me levam a concluir isto, está o blog. Sabe aquela idéia que surge tímida e de repente toma uma intensidade inesperada? Pois é, essa é a sensação que tenho quando penso no blog. Fui surpreendida por vocês, pessoas que curtem o verde e fazem questão de cultivá-lo bem de perto. Compartilhar a minha paixão por plantas foi muito prazeroso. Melhor ainda, foi conhecer gente de todos os cantos do planeta, trocar receitas e ler histórias de verdade. A vida é simples, assim como este blog, e é isto que quero propagar em 2008. Pra vocês, que dividiram comigo suas histórias, um 2008 repleto de sementes: paz, alegria, saúde e esperança. Volto a postar no dia 7 de janeiro. Espero vocês aqui. Beijos a todos.

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Thaís Lauton
Ela não gosta de acordar cedo, mas quando é para ir ao Ceasa, pula da cama feliz às 6h da manhã. No gigante entreposto paulistano de plantas e flores, faz o que mais gosta: aprecia os tons e texturas diferentes das folhagens, as árvores frutíferas, os tipos de grama. Na revista desde 2004, Thaís é nossa especialista em paisagismo. Lê, estuda, faz entrevistas, planta vasos. E se diverte dizendo aos outros o nome de cada planta. Se é que ela não inventa...

 
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