09/11/2007
Ervas, temperos e o que mais couber...


As duas fotos acima foram tiradas do livro Jardins de ervas, da editora Nobel

Nada como ter ervas frescas em casa. Desde que comecei a cultivar quatro ervas para chá – são elas: melissa, capim-cidreira, cavalinha e lavanda – confesso que as minhas noites estão bem mais agradáveis. Preparo uma infusão antes de dormir e depois de bebericá-la, o sono chega logo. Um calmante e tanto! Agora estou querendo ampliar a variedade de aromas. Penso em ter temperos próximo à cozinha, por isso fiquei muito entusiasmada com estas idéias. A primeira (que por sinal, está na edição de novembro da Casa e Jardim) foi feita pela paisagista Paula Galbi (tel. 11 3064-5306). No corredor em frente à cozinha, ela forrou a parede com toras de eucalipto e as usou como apoio para os vasos de alumínio. Reparem que os vasos menores estão sobre as toras e os maiores, pendurados por ganchos. A segunda foto é para quem tem um quintal. Os tijolos demarcam a ‘escada linear’ e as ervas ficam separadas pelos ‘degraus’. Na falta de um corredor, um quintal, ou até mesmo de um parapeito na janela para enfileirar os vasos, vale empilhá-los e montar uma cascata de ervas, como mostra a terceira foto. O bom é que as espécies não se misturam e o seu canteiro vai ocupar pouquíssimo espaço. Espero que curtam as sugestões. Beijos e ótimo fim de semana para todos!

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12/11/2007
Sapatinho no telhado



Nas minhas idas ao litoral, fico deslumbrada como as flores tropicais vão bem por lá. Os maciços de alpinia, estrelítzia e íris-da-praia estão sempre repletos de flor. Um colorido de cair o queixo! Longe de serem as únicas, estas herbáceas dividem a cena com as trepadeiras. Uma vez vi uma pérgola coberta de sapatinho-de-judia. A folhagem se alastrava pela cobertura, enquanto as flores pendiam entre as brechas das toras de madeira. Pena que não fotografei... Lembrei-me daquele sapatinho-de-judia da praia, porque na semana passada, topei com outro igualmente lindo em uma casa, aqui em São Paulo. A boa é que a espécie escalou as paredes opostas à janela e foi conduzida até lá pelo telhado. E olha como os cachos de flor podem ser avistados de dentro de casa. Um charme só. Dá para pensar em tê-la sobre a cobertura da varanda ou da garagem, desde que sejam suficientemente altas para o cachos de flor crescerem e atraírem beija-flores. Boa semana, até amanhã!

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13/11/2007
Ame ou deixe-a...

Bromélias, no mundo vegetal, são aqueles seres polêmicos. Ou você ama ou você odeia. Nunca fiz uma enquete para descobrir se ela é mais querida ou rejeitada. Ótima oportunidade para descobrir isto. As explicações para o extremismo são estas: a planta tem folhas laminares pouco atraentes, não tem flores viçosas, apenas coloração nas brácteas e ainda foi acusada de vilã da dengue. Quem gosta da família Bromeliaceae, pode comemorar a quantidade de espécies existentes, mais de 3 mil. Até o abacaxi integra o grupo. É bom saber que bromélias são plantas tropicais, de cultivo rústico. Ou seja: só precisam do quarteto temperatura elevada, umidade, ventilação e luz para viverem bem. Podem ser plantadas em vaso, fibra de coco ou tronco (foto). Fãs de bromélias, acalmem-se: a planta não é tão vilã como pintam por aí. É certo que o melhor é não deixar a água parada no ‘copo’ formado entre as brácteas. Em vez de virá-la de ponta-cabeça para livrar-se do acúmulo de água, reguem somente a terra ao seu redor. Fica a pergunta: você ama ou odeia bromélias?

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14/11/2007
O nome diz tudo...



Fico intrigada com os nomes populares que as plantas recebem por aí. Diferente do nome científico que é o mesmo em qualquer pedaço de mundo, o popular segue regionalismos. É, digamos, um apelido. O engraçado é que ele quase sempre cai como uma luva. A lanterninha-japonesa (foto) é um exemplo. Ela tem até outros nomes populares, como chapéu-de-cardeal e sininho, mas prefiro chamá-la da primeira maneira. O lado oriental fica só na forma, pois ela é nativa do Brasil. Seus ramos pendentes atingem de 2 a 3 m de comprimento. Suas flores amarelas com cálice vermelho surgem quase o ano inteiro - uma belezinha! Dá para tê-la em uma jardineira na janela ou no muro, ou até usá-la como trepadeira, amparada por cercas. Espero que concordem. Beijos a todos, até!

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16/11/2007
Doce lar

Estou casada há pouco mais de 1 ano. Na minha casa ainda há muito por fazer, mas esta sensação de ter tarefas inacabadas fica mais clara quando piso em uma ‘casa de verdade’. Aquela que tem mesa posta no almoço e cheiro de comida vindo da cozinha, que a luz do sol invade a sala, que os filhos correm pelo corredor e que as plantas transparecem bom trato. Esta foi a impressão que tive da casa da Evelyn, minha amiga fotógrafa e parceira nas seções de paisagismo da Casa e Jardim. Já tinha ido duas ou três vezes lá, mas desta vez há sinais de vida por todos os lados. A cor alegre da fachada, jardineiras com rosas e gardênias, um muro parcialmente coberto por véu-de-noiva, uma árvore da felicidade na porta do quarto e tantos outros detalhes. Aposto que a Evelyn discorda de que sua casa está pronta. Enquanto conversávamos, ela listou algumas coisas que pretende fazer, entre elas, um painel de vegetação para olhar sempre que abrir a janela de seu quarto. E foi aí que me deu o estalo (e o alívio!): sempre haverá tarefas por fazer, pois a casa é um reflexo do momento em que vivemos. Não dá para terminar de decorá-la nem mesmo finalizar o jardim. Sempre há um canto inexplorado, pronto para virar o favorito. Vale exercitar o olhar e procurar estes ‘vazios’ para enchê-los de frescor. Já encontrei alguns para me ocupar nos próximos meses. O muro avistado da sala de jantar, que merece um painel de vegetação, vasos para a churrasqueira e a continuação da horta de temperos estão à espera da folga na agenda. Quem sabe até o fim o ano... E vocês, têm planos do que fazer ou terminar em casa até lá?

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20/11/2007
Só o começo...



Estava com saudade de tricotar com vocês. No fim de semana fui para Atibaia, no interior de São Paulo, para descansar. O clima de lá é uma delícia. Lugar bom para tirar o sapato e pisar na grama. E foi o que fiz, acompanhada do meu afilhado Cauã, um pequerrucho de 1 ano e dois meses, que começa a dar os seus primeiros passos. O Cauã tem o olhar que eu gostaria de não perder nunca. Vibra quando o vento chacoalha as folhas das árvores, quando os pássaros sobrevoam o jardim ou quando consegue puxar algumas folhas do gramado entre os dedos. Imagino que o olhar voltado para o simples se perca em algum momento da vida, mas é nossa função resgatá-lo. Leio vários comentários aqui no blog de gente que não tem coragem de colocar plantas dentro de casa. Esta sugestão é simples, mas acho perfeita para quem quer dar os primeiros passos. É só escolher algum canto vazio – pode ser um dos lados do aparador ou do móvel da TV – e reunir vasos com plantas diferentes. Orquídeas, suculentas e cactos são boas espécies para começar. A minha amiga Gabriela, que é arquiteta paisagista, montou o seu minijardim sobre o móvel da TV (foto à direita). Eu aprovei, e vocês? Beijos a todos, até amanhã!

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21/11/2007
Maquiagem no vaso



Poucos materiais ficam tão bonitos envelhecidos quanto o barro. As algas e o limo que surgem sobre a superfície das peças, ao longo dos anos, fabricam o aspecto de pátina que eu gosto muito, mas não tenho a paciência de esperar. Juro que eu pensava que o vaso não podia ser impermeabilizado, só assim seria impregnado pelo musgo. Mas a paisagista Susana Udler me provou o contrário. Segundo ela, o vaso tem de ser impermeabilizado para diminuir os efeitos do vento, preservar a umidade da terra e aumentar a durabilidade da cerâmica. O efeito envelhecido é só um truque – que ela me ensinou, é claro. Aplique iogurte com um pincel sobre a cerâmica e deixe secar naturalmente. Em pouco tempo, as algas e o limo cobrirão o vaso (fotos). Para os apressados, descobri outra receita. Embora mais difícil de aplicar, a salsinha fresca produz um resultado imediato. É só esfregá-la sobre a superfície do vaso e tchan tchan tchan. Aos que curtiram, sorte com o feitio. Amanhã tem mais!

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22/11/2007
Velas folhadas



Virei uma colecionadora de copos. Não é uma bem coleção, mas desde que comecei a transferir as minhas plantas para recipientes alternativos, os copos e as garrafas viraram peças de cobiça. Se estou entre amigos bebericando um aperitivo e vejo uma garrafa bacana dando sopa, já aviso para guardá-la pra mim. Os copos vêm do supermercado. Escolho os produtos que consumo pelo sabor, preço e formato da embalagem. É quase um vício. Como a quantidade de plantas em casa já é inferior à de copos e garrafas, tenho procurado outras invenções para usá-las. Esta da foto é uma que gostei muito. Os copos transparentes foram revestidos com folhas de verdade e servem de porta-velas. A execução é simples. Basta medir a altura do copo e cortar a folha com a ajuda de uma régua e um estilete. Use uma fita dupla face para grudá-la à superfície e finalize amarrando com um barbante fininho, junco ou ráfia. Sugestões de folhas: lírio-da-paz, filodendro, antúrio, caládio, curculigo, maranta ou planta-mosaico. Quanto mais listras e relevos tiver a folha, mais bonito ficará o efeito. Beijos a todos, até amanhã.

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23/11/2007
Tudo no lugar






Já confessei aqui no blog a minha desastrosa mão para misturar flores em arranjos. Quando piso em algum mercado de flores, fico tão hipnotizada pela cor vibrante dos maços, que não atento para o tamanho e a altura das flores. O arranjo fica esquisito, mambembe... Compenso a falta de talento para florista montando buquês simples de astromélias, rosas, lisiantos ou lírios. Geralmente uso vasos com abertura pequena, porque o arranjo fica mais organizado. Mas como é sempre bom ter um truque no bolso para qualquer emergência, para montar um arranjo em uma bacia, travessa ou qualquer outra peça com boca larga, você só precisa de durex. Use a fita para traçar um xadrez sobre o vaso (foto) e aí é só organizar as flores, cada uma em um furo, fácil, fácil... Semana que vem, atendendo a pedidos, darei dicas para as festas de fim de ano. Espero vocês aqui. Beijos a todos, ótimo finde!

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Thaís Lauton
Ela não gosta de acordar cedo, mas quando é para ir ao Ceasa, pula da cama feliz às 6h da manhã. No gigante entreposto paulistano de plantas e flores, faz o que mais gosta: aprecia os tons e texturas diferentes das folhagens, as árvores frutíferas, os tipos de grama. Na revista desde 2004, Thaís é nossa especialista em paisagismo. Lê, estuda, faz entrevistas, planta vasos. E se diverte dizendo aos outros o nome de cada planta. Se é que ela não inventa...

 
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