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25/10/2007
O pé de feijão da Isabel
No início desta semana, a Nuria Uliana, que é coordenadora de produção da revista, me mostrou toda orgulhosa a foto do pé de feijão de sua filha Isabel. Não é para menos. Ela comprovou o que acredito e pretendo cultivar desde cedo com os meus filhos – quando eu os tiver: “O amor pelas plantas começa de pequeno. Sabe a lição de ciências de colocar um feijão no algodão úmido? Minha filha, Isabel, fez isso e meu sogro complementou plantando o pequeno broto num vaso. Ele ficou exposto ao tempo e, depois de alguns dias, veio a boa notícia. Isabel me contou assim: ‘mamãe, meu feijão deu filhotinhos!’. O feijãozinho virou um senhor pé de feijão com vagem e tudo. Recomendo a todos os pais repetir a experiência. É uma das lembranças lindas que vou guardar da minha menina”. Se você, como a Nuria, já experimentou deixar os seus pequenos com a mão na terra, divide a sua história com a gente. Beijos e até amanhã!
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26/10/2007
Brinde no arranjo
Tem gente que tem o dom de inventar. Enxerga o potencial de uma caixinha de leite ou de uma embalagem de detergente, transforma em vaso e, de quebra, monta um arranjo maravilhoso. Uma dessas pessoas é a florista Helena Lunardelli (11 3061-0417), autora do arranjo aí do lado. As flores – rosas, cravos e lírios – estão amarradas no centro do vaso, escondidas por caixas de defumadores: uma para atrair amor, outra para afastar inveja, quebrar olho gordo e até para chamar felicidade. Mais uma sugestão para quem quer inovar na hora de receber. A brincadeira é que os seus convidados podem escolher uma caixinha e levar para a casa de lembrança. Em vez de defumadores, você pode preencher o vaso com incensos, caixinhas de fósforos com imagens diferentes, canelas em pau ou o que a imaginação mandar. Esta é para animar o finde. Espero que gostem. Beijos.
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29/10/2007
Frutíferas em vasos
Notícia boa para quem, como o Eduardo Maciel, meu leitor-amigo de Brasília, deseja ter frutíferas em vaso. Uma infinidade de espécies – incluem-se aqui, a jabuticabeira, a romãzeira, a laranjeira-kinkan, a pitangueira, a minipitangueira, a aceroleira, e outras nem tão conhecidas como a grumixama (que é prima da pitanga) – aceita viver em vasos. Elas crescem com mais lentidão, mas florescem e frutificam sem traumas. Precisam de um solo rico em substrato (que pode ser comprado pronto) ou feito, seguindo a receita do biólogo Marcello Manzano Santero, da Dimy (veja abaixo). Outra medida importante é reparar no diâmetro do vaso, como ensina a paisagista Daniela Ramalho (11 9222-6427). Espécies que não ultrapassam 80 cm de altura, como a laranja-kinkan e a minipitanga, podem ser plantadas em vasos com 40 cm de diâmetro. Já a jabuticabeira, a pitangueira e a romãzeira precisam de vasos com diâmetro mínimo de 60 cm, pois atingem até 2 m de altura. Vasos com diâmetro superior a 70 cm são ideais para frutíferas de porte maior, por exemplo, a grumixama e a acerola. Aí é só regar a frutífera, em média, três vezes por semana, ou quando notar que a terra não está úmida, e instalá-la em local com boa incidência de sol. Ah, e se a frutífera for atacada por cochonilhas, pulgões ou fungos, use apenas inseticidas naturais, como o fumo de corda. Existe ainda o Dimy Pel, que é um inseticida biológico para o controle de lagartos. Na foto, os três vasinhos trazem lichia, romã (ao fundo) e laranja-kinkan variegada (com as folhas verdes e brancas). Até amanhã.
Receita de substrato: Misture duas parte de terra a uma parte de adubo orgânico, por exemplo, húmus de minhoca. Acrescente 300 g de calcário, que serve para equilibrar o pH da terra. E 200 g de NPK 4 14 8, que estimula o enraizamento das raízes. Importante: o calcário só deve ser acrescentado à mistura, caso a terra possa descansar por 30 dias antes do plantio.
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30/10/2007
S.O.S. lírios
A Ceci, que visita o blog, fez um apelo para que eu dedicasse um post ao tema lírios. Pelo que pude notar, ela - garota obstinada que é - continuou a cuidar do lírio que ganhou do namorado, mesmo depois que as flores murcharam. O esforço não foi em vão, porque a planta começa a responder aos cuidados. Embora a Ceci tenha dito que não sabe cuidar do lírio, provavelmente o que fez até agora surtiu bons resultados. A prova são os novos brotos. Estou certa de que ela vai concordar. Vamos às dicas... Lírios gostam de luz, mas não precisam suar o dia inteiro expostos ao sol. Para quem tem a espécie plantada em vaso, o ideal é mantê-la em local arejado, em que dê para dosar a quantidade de sol e sombra. Se o lírio estiver plantado em um canteiro, aproxime-o de outras plantas, que ajudarão a manter as suas raízes frescas. Uma boa drenagem de água é fundamental. Solos muito úmidos apodrecem as suas raízes. Resolva este problema formando uma camada de pedrisco ou argila expandida na base do vaso ou do canteiro. De resto, é só esperar os brotos. Beijos a todos. Até amanhã!
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31/10/2007
Trepadeiras esculpidas

Quando encontro alguma idéia que dá vontade de fazer em casa, fico doida para exibir aqui no blog e compartilhar com vocês. Com estes aramados foi assim. O conceito não é nada novo. Afinal, todo mundo já ouviu falar de topiarias. Mas o uso de aramados em vasos ainda não pegou totalmente por aqui. A sugestão vem a calhar para quem tem pouco espaço. Já imagino uma peça dessas – que você mesmo pode moldar com arame e alicate –, escalada por algum jasmim cheiroso na varanda. O vaso sustentará a planta e servirá de base para a estrutura. Além dos jasmins, também dá para usar hera-inglesa (que já mostrei no blog) e lágrima-de-cristo. Acho que a Sandra, que é assídua aqui no blog, vai gostar de saber que a lágrima-de-cristo que ela comprou recentemente só precisa de um suporte igual a estes para escalar a parede da casa dela. Reparem que, nas fotos, os suportes têm formas engraçadas de peixe, pássaro... Dá até para pensar em moldar uma árvore de natal. Depois que os aramados estiverem tomados por vegetação, aí é só podar as plantinhas para que as formas não desapareçam em meio à folhagem. Beijos a todos, até amanhã!
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05/11/2007
Fibra de coco, xaxim ou vaso?

A parede conquistou, definitivamente, o posto de mais um local para ter verde. Dentro ou fora de casa, um jardim vertical faz toda a diferença. Ele dá movimento, colore e, de quebra, minimiza a dureza da parede. Acho que muita gente já se convenceu disto. A pergunta que não quer calar é como pendurar as plantas na parede. Sei que muitos têm xaxim em casa. Neste caso – ressalto, somente neste caso –, ele pode ser reaproveitado na parede. O xaxim está em extinção, por isso não deve ser comprado para não estimular ainda mais a subtração de seu hábitat. A fibra de coco surgiu como alternativa. É um material ecologicamente viável, usado para desenvolver vasos, cuias, painéis, placas, tutores, entre outros artigos de jardinagem. Já ouvi reclamações de que a fibra de coco não tem o mesmo desempenho do xaxim. A diferença fundamental é a retenção de água. O xaxim é naturalmente úmido, enquanto a fibra de coco tende a sugar a água da planta que ela hospeda. Driblar este probleminha é simples: as regas devem ser feitas tanto na fibra de coco como na planta. Para quem tem dúvidas, os vasos de barro continuam sendo uma opção bem-vinda, principalmente para orquídeas. Não tenho uma preferência, porque acho que o importante na escolha é gostar do material e do visual que ele proporcionará ao ambiente. O certo é que, no fim, a planta roubará a cena. Bom início de semana. Até!
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06/11/2007
Pé (ou mão) na grama
Tem uma sensação que não dispenso: pisar descalça na grama. É uma maneira bem boa de recarregar as energias, como colher alguns ramos de hortelã para um chá ou montar um arranjo de flores tiradas do quintal. O contato com a terra é poderoso mesmo. Sempre que posso, dou uma pisadinha no meu gramadinho de 40 m² nem que seja para tirar uma erva daninha intrusa. Há tempos tenho notado que as pessoas têm dúvidas a respeito da escolha da grama, do plantio, da manutenção e por aí vai. Então, vou compartilhar o que sei com vocês. O primeiro passo antes de escolher o tipo de grama é preparar o solo, ou seja, limpá-lo. Remova pedras, entulhos, ervas daninhas e acrescente uma camada de terra rica em substrato. Sugiro a compra de grama em tapetes, que tem um resultado mais homogêneo. As placas devem ser dispostas lado a lado, sem espaços. Como o sistema radicular das gramíneas corre para todos os lados, cubra as placas recém-colocadas com uma camada de 2 cm de substrato, feita a partir de húmus de minhoca e areia. Aí é só irrigá-la todos os dias. No verão, aumente as regas para duas vezes por dia. E no inverno, reduza para duas vezes por semana. A regra para as podas é não deixar que a grama ultrapasse 6 cm de altura. Último cuidado: duas vezes por ano, de preferência no início e no final do verão, adube o gramado. Quem não tem um pedacinho de terra para cobrir de grama, pode fazer como o paisagista Marcelo Bellotto, que usou a grama-coreana como forração dos vasos. AMEI! A seguir, os quatro tipos de grama mais comuns, com algumas dicas valiosas. Beijos a todos e até!

Santo Agostinho - é ideal para regiões litorâneas de clima quente ou frio, porque tem boa tolerância à salinidade.
Bermudas - é indicada para gramados esportivos, porque é muito resistente ao pisoteio. Não tolera áreas semi-sombreadas.
São Carlos - tem crescimento lento, mas mesmo assim é a mais indicada para áreas grandiosas, como casas de campo, porque forma gramados densos.
Esmeralda - é a mais comercializada para uso residencial, do sul ao nordeste do país. Suas folhas enraízam com facilidade, por isso são excelentes para o controle de erosão.
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07/11/2007
Arranjo suspenso
Se você entra em uma loja de jardinagem e sai carregado de vasos com flores de diferentes tipos, sem a mínima idéia do que fazer com eles, acalme-se. Este “surto” verde, como diria minha leitora-amiga Sandra, pode ser facilmente resolvido. Acrescente à sua lista um cesto aramado como este da foto abaixo, e monte um arranjo suspenso. Mesmo quem não tem muita intimidade com a terra, pode encarar a tarefa sem medo. É só pegar o aramado e preencher a sua base com esfagno ou musgo. Use manta Bidim para filtrar a água, antes de colocar as plantas. As espécies pendentes (como o gerânio folha-de-hera que aparece na foto) devem ser plantadas primeiro. Elas vão esconder o aramado junto com o esfagno ou o musgo. Depois é só ordenar as outras plantas ao longo do aramado. Minha sugestão: coloque a planta maior (que na foto é o brinco-de-princesa) no centro. Assim vai ser mais fácil encontrar espaço para as menores. Feita a arrumação, regue bem o arranjo e pendure-o em algum canto de destaque. Beijos, até amanhã!
 Fotos tiradas do livro Jardins em Vasos, editora Nobel |
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08/11/2007
Sobe e desce florido
Hora de instigar quem tem escada em casa a inserir ramos verdes pelos degraus afora. A dica vale mais para escadas largas ou de uso secundário, porque a intenção não é dificultar a passagem, apenas suavizar o visual. Os dois esquemas abaixo mostram bem isso. No primeiro, a hera-inglesa, plantada na lateral da escada, é conduzida por um fio pelo intervalo entre as pisadas. Como cresce rapidinho, precisa ser aparada com freqüência. Na segunda imagem, os vasos de flor correm lateralmente pelos degraus, formando um guarda-corpo ilusório. Entre as espécies que indico para os vasos, estão a lavanda, a margarida, a zínia, a cinerária, a begônia, o amor-perfeito e o crisântemo, que aparece na foto. Nela dá para notar que os vasos foram colocados só de um lado para não apertar a circulação. Outro dia vi uma escada de concreto com degraus pintados somente na parte vertical (aquela que você avista antes de pisar). Ficou demais. De quebra, foram colocadas lamparinas com velas em alguns deles. Quem tiver uma festa à vista, pode aderir às velas – sempre bem-vindas no jardim. Amanhã trocamos mais figurinhas. Até lá!
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Thaís Lauton
Ela não gosta de acordar cedo, mas quando é para ir ao Ceasa, pula da cama feliz às 6h da manhã. No gigante entreposto paulistano de plantas e flores, faz o que mais gosta: aprecia os tons e texturas diferentes das folhagens, as árvores frutíferas, os tipos de grama. Na revista desde 2004, Thaís é nossa especialista em paisagismo. Lê, estuda, faz entrevistas, planta vasos. E se diverte dizendo aos outros o nome de cada planta. Se é que ela não inventa...
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