10/10/2007
Carona do bem



Nem pense em se desfazer da orquídea que você ganhou de presente e agora está sem flores. Acredite: ela ainda vai colorir, nem que seja a rua onde você mora. Sei que a falta de espaço reina nas nossas casas. Quando dois vasos tumultuam o aparador, o que está sem flor é obrigado a sair de mansinho. Neste caso, dê uma nova moradia à planta. A melhor delas é o tronco de uma árvore, que pode ser a da área comum do seu condomínio ou até a da sua rua. Ao contrário do que muita gente comenta, este tipo de hospedagem não é parasita. As orquídeas são epífitas. Trocando em miúdos, não retiram a seiva da árvore, apenas usam o tronco como apoio. A amarração é simples. Retire a orquídea do vaso, sem danificar as raízes, e use um arame, cordão ou barbante para fixá-la ao tronco. Repare de qual lado surgem os novos brotos e prenda o lado oposto no tronco. Depois de duas a três semanas, a amarração pode ser desfeita, pois a planta já estará fixada ao tronco, 'só de carona'. Assim como no vaso, precisam ser aguadas de duas a três vezes por semana. A mesma receita serve para o chifre-de-veado (foto à esq.). Até amanhã!

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11/10/2007
Caixas de vegetação



Gente, estou pasma! Com esta história de mostrar no blog tudo o que eu gosto e quero ter em casa, a lista de cobiça só cresce. Vejo uma coisa aqui – e fotografo, outra acolá – e fotografo... Já viu, né? Dá vontade de ter tudo. Estas caixas, por exemplo, estão na lista há algum tempo. Para quem não conhece, elas são feitas de aço galvanizado, mas recebem uma pintura eletrostática (tipo automotiva), que permite o uso em área externa. São uma boa opção para cantos estreitos. Mais: o aço galvanizado é mais leve do que a cerâmica, o barro ou o cimento, então pode ser usado em áreas que não suportam peso. Na varanda do quarto da paisagista Gigi Botelho as caixas foram usadas com este propósito (foto à esq.). Já no corredor assinado pela paisagista Daniela Sedo (tel. 11 5505-3088), elas aumentam a sensação de espaço livre, em função do alinhamento (fotos do meio e à dir.). Na Ceagesp, dá para encomendar caixas sem fundo para dispor em terrenos permeáveis. Para varandas e áreas impermeáveis, opte pelos modelos com gaveta para tirar o excesso de água, como os vendidos pela paisagista
Gigi Botelho. Outra solução, é usá-las apenas como cachepôs, com vasos plásticos dentro. Para quem quer diversificar na forma, fica a minha sugestão. Beijos a todos e ótimo feriado.

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15/10/2007
Truque de marcenaria

Quando alguém me diz que não tem espaço para plantas dentro de casa, fico inquieta. Doida para acrescentar uma dose de verde na vida da tal pessoa – já virou mania. Sugiro diferentes locais para colocar vasos: em cima do aparador ou da mesa de centro, embaixo da escada, nos nichos da estante, pendurados no corredor... O negócio é que nem sempre os vasos podem ocupar estes locais. Na casa de uma amiga, a mesa de centro foi abolida depois que a sua filha começou a andar. Na de outra, nenhuma planta vinga embaixo da escada. Falta de luz, de ventilação, enfim, o melhor é encontrar um outro canto para inserir plantas. Foi aí que vi, ou melhor, a Evelyn, fotógrafa que faz paisagismo comigo, e a Viviane Gonçalves, produtora da revista, encontraram esta mesa da foto acima, em uma casa. Nem preciso dizer que a Evelyn rapidamente clicou a mesa. Ela já saiu na revista, na edição de novembro do ano passado. Mostro de novo, porque a idéia de criar nichos nos móveis para as plantas é bem bacana. O marceneiro pode fazer um rebaixo de alguns centímetros no banco, na mesa de jantar, na de centro, e a profundidade determina a escolha da planta – dos musgos rasteiros e suculentas baixas até os miniantúrios. Até amanhã!

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16/10/2007
Chifre-de-veado na caixa



Acho que já comentei em algum post que estou doida para montar um painel de chifre-de-veado na minha casa. Não fiz ainda, porque preciso viabilizá-lo. A parede em que será pendurado não tem cobertura. Estou planejando uma estrutura para afastá-lo da parede, mas este é assunto para outro post. Sei que depois que eu resolvi criar o tal painel de chifre-de-veado, a planta surge na minha frente, de diferentes maneiras, só para atiçar a vontade. Na semana passada, por exemplo, ela apareceu emoldurada em caixas, no escritório da paisagista
Paula Magaldi. Note que a caixa, que serve para sustentar a planta, nada mais é do que um modelo de ripas de madeira, desses vendidos com muda em qualquer garden center. A Paula forrou a caixa com musgo e prendeu o chifre-de-veado com duas ripas e arame. As amarrações nem precisam ser escondidas, porque em breve a planta vai cobri-las. Fácil de montar e de embelezar qualquer parede. Espero que concordem. Beijos e até amanhã!

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17/10/2007
Para variar

Nunca parei para contar, mas devo visitar perto de 12 jardins por mês antes de selecionar os cinco ou seis que entram na revista. Esta parte de pesquisa, que muita gente acha uma chatice, eu A-DO-RO. Primeiro, porque é uma delícia ver coisas bonitas. Segundo, porque descubro as diferentes finalidades que o jardim tem na vida das pessoas. Já fotografei projetos de casas vizinhas, separadas por um muro, com propostas distintas: um com piscina e gramado, feito para as crianças, e o outro, com bancos e vegetação formando recantos para o casal receber amigos. E é também nestas incursões que eu aprendo muito do que sei sobre paisagismo. Fico a par das misturas que dão certo – e das que dão errado –, e descubro como uma mesma espécie pode ganhar formas diferentes. A mais recente a me surpreender foi o aspargo-rabo-de-gato, este aí da foto. Só tinha visto a espécie em arranjos florais até topar com estes maciços em um jardim, feito pela paisagista Helena Justo (tel. 11 3881-3171). Soube que podem ser cultivados em vasos, jardineiras, e até ao longo de paredes e muretas. Gostam de meia-sombra, e toleram as baixas temperaturas do inverno. Suas hastes não ultrapassam 70 cm de altura. Para quem quer variar, fica a dica. Até!

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18/10/2007
A união faz a força

Noto muitos comentários aqui no blog de gente sem afinidade com plantas que tem medo de se iniciar na tarefa de cuidar de um único vaso. Dar o primeiro passo em qualquer terreno desconhecido é um terror. Quem não suou um pouquinho para aprender a pedalar, a nadar, a dirigir, a falar uma língua desconhecida, a fazer tricô ou crochê... Penei para aprender algumas, outras desisti, mas sempre me propus a tentar. O segredo é começar pelo mais simples. No caso das plantas, indico os cactos e as suculentas. Embora venham de famílias de plantas diferentes, os dois têm muito em comum. Vivem bem com escassez de água e temperaturas extremas de calor ou frio. Têm folhas gordinhas para armazenar água e toleram solos pobres e secos. Traduzindo: mesmo que você esqueça de aguar os vasinhos por mais de uma semana, eles vão resistir bravamente. No aparador, montado pela paisagista Helena Justo, os dois gêneros aparecem juntos. As suculentas, plantadas em vasinhos de alumínio pintado, e os cactos, em caixas de vidro. Esta mesma reunião cai bem em um banco na varanda, em uma prateleira da estante ou no parapeito da janela. Vale a tentativa. Até mais!


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19/10/2007
Flor no quadro

Paredes brancas são um tédio. Vou desabafar: as minhas estão tão vazias, que às vezes tenho vontade de sair rabiscando a sala com lápis de cor. Mas acho que não sou a única a ter uma certa dificuldade em escolher o que pendurar na parede. Na verdade, é fácil encontrar o que gosto – o difícil é pagar! Foi por isso que adotei a linha do ‘faça você mesmo’ e vou criar o meu painel verde, apenas com chifre-de-veado. Sei que já falei sobre o assunto, mas é que não resisti a estas duas variações, com flores. Os painéis estão no escritório da paisagista Paula Magaldi. Um tem orquídea chuva-de-ouro (ao lado) e o outro, flor-de-maio (abaixo). Uma estrutura de ferro amarra as placas de xaxim (em extinção, mas que podem ser substituídas por fibra de coco). Cada placa vem com uma cuia, própria para plantar os bulbos ou a espécie. No painel de chuva-de-ouro, a Paula ainda incrementou e colocou vasinhos de cerâmica (desses para artesanato, cortados pela metade). Taí uma cobiça que dá para ter. Beijos a todos e bom finde.

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22/10/2007
Cortina verdinha em folha

Quem vive em grandes metrópoles, nem sempre tem o privilégio de olhar para algo inspirador pela janela. Quando não é o prédio vizinho, sempre há uma construção feiosa e sem graça, que você daria tudo para esconder. Mesmo que a lei do condomínio proíba mudanças na sacada, nada impede a instalação de uma cortina vegetal. Importei a idéia de uma varanda de casa (e lá, ela foi usada para barrar o excesso de luz), mas acho que ela pode resolver problemas, como a falta de espaço para vasos na sacada. As correntes, presas ao teto por ganchos, trazem floreiras de plástico alinhadas em três alturas diferentes. A hera pendente (foto), que é um tipo de forração, cobre parcialmente as floreiras, dando a idéia de ‘cortina verde’. Outra planta própria para este uso é o ligustro, que possui uma versão variegada, com folhas verdes e brancas. Quem não dispensa uma espécie com flor, pode optar pelo sapatinho-de-judia. Beijos a todos e até amanhã!

A pedido da Leila, a foto maior...

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23/10/2007
Nem o gelo escapa...

Tenho um prazer enorme de receber gente em casa. Sou festeira mesmo. Adoro preparar petiscos e pratos diferentes, mas mesmo quando opto pelo delivery, invisto em algum outro detalhe. Os copos e as garrafas com flor espalhados pela mesa são os meus favoritos. Ficam charmosos e eliminam a necessidade de um arranjo grandioso. Gosto também de amarrar os guardanapos com junco ou apenas deixar um raminho de lavanda sobre eles. Mas estes gelos realmente me fisgaram. Estou doida para reunir meus amigos em casa só para experimentar os gelos estampados nos sucos, refrigerantes e caipirinhas. É só acrescentar amora, cereja, pitanga, morango, hortelã e tiras de casca de limão ou laranja nas forminhas com água, e levar para gelar. E como o assunto ‘receber com charme’ sempre rende (temos até uma seção na revista com este nome), vamos trocar idéias de como incluir flores, folhas e ervas nas reuniões em casa. Já tô com o caderno a postos. Beijos e até!

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24/10/2007
Em boa companhia




Existe um grupinho de plantas, com altura que varia de 15 a 60 cm, superindicado para cobrir o jardim em canteiros e bordaduras. São as forrações. Imagino que conheçam a maioria delas. Escolhi algumas para refrescarem a memória. De cima para baixo, a partir da esq., tem a perpétua, a margaridinha, a verbena, a lobélia-azul, a sálvia e o alisso. O que muita gente não sabe é que estas herbáceas ainda podem forrar vasos. Imagine uma frutífera, uma palmeira, uma iuca ou qualquer outra árvore forrada na base com florzinhas. Garanto que esquenta o visual da planta. Neste período, durante a primavera e ao longo do verão, estas espécies vão estar repletas de flores. Um mimo para a casa! Beijos, até amanhã.

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Thaís Lauton
Ela não gosta de acordar cedo, mas quando é para ir ao Ceasa, pula da cama feliz às 6h da manhã. No gigante entreposto paulistano de plantas e flores, faz o que mais gosta: aprecia os tons e texturas diferentes das folhagens, as árvores frutíferas, os tipos de grama. Na revista desde 2004, Thaís é nossa especialista em paisagismo. Lê, estuda, faz entrevistas, planta vasos. E se diverte dizendo aos outros o nome de cada planta. Se é que ela não inventa...

 
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