25/09/2007
Brinquedo novo

Descobri mais uma ferramenta indispensável para poder bancar a artista floral lá em casa. Quem conhece um pouco do universo do ikebana vai rir do meu ‘valioso’ achado. Quero falar do kenzan, esta peça que parece um porco-espinho, usada na técnica oriental para fincar as flores. Ela não é novidade. Mas precisei folhear as páginas de uma Living antiga, que temos aqui na redação, para transferi-la do Ikebana para os arranjos sem compromisso que monto em casa. Com este ‘brinquedinho’ (que custa em média R$ 10 no
Uemura Flores e Plantas), dá para fincar flores de hastes mais grossas, como calas e copos-de-leite. O bacana é que você não precisa ter um vaso longo, de cristal, para ajeitar as flores. Pode usar bowls, petisqueiras e afins. De quebra, não esconde o visual longilíneo da haste. A criação ainda alivia o bolso, porque com apenas um maço, você espalha flor pela mesa inteira. Fica a sugestão.


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26/09/2007
Cachos coloridos

Já citei a primavera aqui no blog, mas ainda não tinha pensado em dedicar um post à planta até cruzar com este exemplar da foto - tirada no último fim de semana, em Atibaia, interior de São Paulo. Não resisti à porteira tomada pelos cachos da planta. Tive de parar e registrar. Acho que todo mundo já cruzou com uma primavera dessas de tirar o fôlego. Digo ‘todo mundo’, porque este arbusto é 100% nacional, representado pelas espécies Bougainvillea glabra e Bougainvillea spectabilis (a primeira nativa do sul e a segunda, do nordeste do Brasil). O que as diferencia é a folha mais larga e, em alguns casos, flores dobradas na segunda delas. De todas as qualidades que acumulam, a minha preferida é a variedade de cores: vinho, laranja, ferrugem, branco, rosa e lilás. Para tê-la suspensa em pérgolas, cercas, grades e muros, é preciso conduzi-la como trepadeira, de preferência, a pleno sol. Tenho a impressão de que a primavera é uma daquelas plantas caseiras, que acumula histórias de família nos galhos. Infelizmente, nunca tive primaveras por perto, mas adoraria que confirmassem o meu palpite. Alguém se habilita?

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27/09/2007
Santa espada-de-são-jorge


Os céticos que me perdoem, mas sou muito a favor do uso de plantas para a proteção do lar. Na casa em que morei até os sete anos, minha mãe conservava um vaso com espada-de-são-jorge e comigo-ninguém-pode ao lado da porta de entrada para dispersar qualquer energia negativa trazida por uma visita. As plantas nunca deixaram minha mãe na mão. Pena que na mudança para um apartamento menor, o vaso teve de ficar por lá. A espada-de-são-jorge é uma das integrantes das sete ervas, junto com a arruda, a guiné, o alecrim, o comigo-ninguém-pode, a pimenta e o manjericão, mas é a mais popular no combate ao mau-olhado. É por esta razão – imagino – que a danada voltou com tudo nos projetos de paisagismo. Mas a verdade é que não habita só vasos. Continua na posição de guardiã da entrada da casa, mas plantada em maciços, formando um ‘exército de salvação’ ao longo da entrada, como mostram as fotos dos projetos assinados pelos paisagistas Renata Tilli (à esq.) e João Jadão e Cid Carvalho (abaixo, à esq.). Se não há espaço de sobra, os vasos continuam valendo. Para uma situação de emergência (leia-se, festa), compre um maço de espada-de-são-jorge e misture a outras flores. Ninguém vai reparar na intenção do uso, apenas na beleza do arranjo. E salve espada-de-são-jorge!

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28/09/2007
Horta no quintal

A Ana Paula, visitante do blog, pediu dicas de como montar uma horta no quintal de sua casa. Ana, confesso que adorei o seu pedido, porque acho que todo mundo deveria ter alguns vasinhos para qualquer emergência gastronômica. O manjericão para salpicar na deliciosa macarronada de domingo da mama, o alecrim para embelezar a garrafa de azeite e jogar sobre o pão italiano, a pimenta para os que apreciam comidas mais ‘quentes’ e por aí vai. Mesmo quem não tem o hábito de freqüentar a cozinha, pode colher alguns ramos de hortelã e misturá-la a algum suco de frutas. Dá gosto saber que você cultivou parte do que está consumindo – coisas de Thaís. Um dia desses conheci o engenheiro agrônomo Marcelo Noronha, da
Minha Horta, durante as fotos de uma varanda de apartamento. Ele me ensinou que algumas ervas, como a hortelã, não podem dividir o mesmo vaso com outras. O ideal é perguntar a quem vende a muda, quais ervas e temperos aceitam conviver em grupo. Se houver espaço, o melhor mesmo é separá-las – cada uma em um vaso –, como fez o paisagista Ricardo Pessuto (tel. 11 6193-0515). Ah, para fazer o papel de vaso, até as latas servem. É só fazer furinhos no fundo para escoar a água. Uma coisa que não dispenso em hortas são as plaquinhas com os nomes das espécies. Em vez de comprá-las, use palitos de sorvete. Fica gracioso e todo mundo se envolve mais com o quintal de ervas. Ótimo fim de semana.

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01/10/2007
Flor com cor



Pouca gente conhece a clívia, esta flor que parece artificial tão vibrante é a cor alaranjada de suas pétalas. Eu a conheci há pouco tempo, não mais de dois anos. A primeira vez que a vi, estava sem flor. De qualquer maneira, não é o tipo de planta que passa despercebida com a sua folhagem larga, semelhante à das orquídeas. Só vi as flores pessoalmente em um projeto da paisagista Renata Tilli (tel. 11 5531-2837). A Renata usou a clívia em uma jardineira, lateralmente à entrada da casa. Como a parede é de vidro, quem passa pelo hall de entrada, vê a planta – com flor ou sem flor. A clívia gosta de meia-sombra, de solo bem irrigado e tem floração mais abundante em regiões de altitude e de clima mais ameno, como no sul do país. É opção para canteiros, jardineiras e locais que precisem de uma vegetação com crescimento linear. Na falta de um cantinho para enfileirar vários exemplares, um único pode fazer milagre na sala. Afinal, flor com cor é sempre uma boa pedida. Até!

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02/10/2007
Vale até de papel


Tenho um trio de taças de vidro no aparador da sala de jantar. Cada uma, com seus 60 cm de altura, carrega uma orquídea. As plantas habitam os vidros somente durante o período em que estão com flores. Depois são transferidas de vaso, e aí começa o meu dilema: plantas naturais ou artificiais? A dúvida é cruel, porque adoro ter plantas naturais por perto. Acredito que elas fazem bem para a casa e para mim. Sempre quando passo pelo aparador, dou uma parada estratégica para olhar as flores, conferir a folhagem, borrifar uma água, e sinto-me feliz. O lado menos atraente é o preço. As orquídeas mais baratas que conheço, custam a partir de R$ 18 cada. Multiplique por três e o valor é de desanimar. Um dia desses, enquanto olhava para as taças, tive a idéia de inserir galhos secos nelas. Imaginei flores de tecido e passarinhos agarrados aos galhos, e deixei a imaginação fluir. A idéia ainda está na cabeça. Mas como não acredito em coincidências, acho que esta foto, encontrada em uma Living antiga, foi uma providência para eu colocá-la logo em prática. Segui o esquema abaixo, só para testar, e deu certo. Vou comprar papel de seda, papel crepom, papel estampado e montar os meus galhos floridos. Espero que se inspirem. Até amanhã.

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03/10/2007
Flores de miçanga



O assunto continua sendo flores artificias. Peguei carona no post de ontem para provar que dá para lançar mão do kit papelaria para inserir flores nos locais inóspitos às plantas naturais. Na verdade, nem precisa ser tão inabitável assim. Até porque um arranjo, como o da foto acima, cai bem em qualquer canto. As florzinhas de miçanga realmente encheram meus olhos. Como estou na fase do ‘quero cor em casa’, fiquei inquieta. Doida para criar as minhas. A teoria do feitio, acredito, deve ser a mesma dos colares de miçanga. Para estruturar as flores, use fio de náilon nas pétalas molinhas e arame nas encorpadas. O arame, por sinal, também forma a haste da flor, forrada com papel ou com as próprias miçangas (foto abaixo, à direita). Aliás, quem souber mais sobre a técnica ou conhecer alguém que venda as flores, pode dar dicas aqui no blog. Sejam elas compradas, feitas pela tia-avó ou pela vizinha prendada, o melhor é que não murcham. Hum, flores permanentes... Taí um bom motivo para pegar o fio de náilon e a agulha. Espero que concordem. Até!


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04/10/2007
Jardim mexicano



Ontem visitei a Fiaflora (que, por sinal, vai render muitos assuntos aqui no blog – aguardem!). Para quem nunca ouviu falar, esta feira de paisagismo, jardinagem e floricultura é uma das mais importantes do segmento. Tem a mostra de paisagismo (uma espécie de Casa Cor, em menor escala, com ambientes criados por profissionais da área), e estandes com produtos para todas as necessidades (desde adubos até árvores gigantescas). Fui com a intenção de passear por duas rápidas horas, e fiquei quase cinco horas. O motivo para eu ter perdido a noção do tempo foram os livros de paisagismo – a maioria internacional. Abro um parênteses para manifestar a minha insatisfação com a pequena produção nacional de livros nesta área. Mas voltando ao assunto... Folheei páginas e mais páginas, e além dos previsíveis jardins estilo europeu com topiarias por todos os lados, encontrei deliciosas versões latinas de jardins coloridos. Nos projetos mexicanos, a cor está na parede, na porta, nos degraus da escada, nos bancos, nas luminárias e nas espécies. As suculentas também estão sempre presentes, com seu visual exótico. Fiquei com vontade de dividir com vocês o desejo de implantar cor no jardim. Em vez de deixar o muro da garagem branco, faça como as paisagistas Angela Rivato e Patricia França. Para não atrapalhar a circulação dos carros, a dupla investiu em um painel de bambu de 4 x 2 m. Os quadros de xaxim com gerânio, violeta e petúnia – as três espécies pendentes –, ganharam fundos pintados com tinta látex em cores primárias. Dá vontade de correr para o banco, feito de dormente, e passar boas horas por lá... Olha eu de novo perdendo a noção do tempo. Amanhã tem mais.

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05/10/2007
Rumo à simplicidade

Repare bem nesta foto. A jardineira sinuosa, acomodada em dois níveis, traz vários elementos para estimular os sentidos. Tem a jabuticabeira que atrai os pássaros, os maciços de lavanda para montar sachês e espalhar pelas gavetas do armário e até uma tina de madeira com morangos pendurados, prontos para serem devorados em uma torta. Este cantinho dos sonhos realmente só faz parte da ficção. Ou melhor, existe. Mas só na Mostra de Paisagismo da Fiaflora (que já comentei ontem). Mesmo que não haja um sortudo ‘para chamar este jardim de seu’, a criação das paisagistas Cintia, Emília e Tais, da Miti Garden (tel. 11 3835-8704), indica uma mudança de rumo no conceito de jardim. Aliás, é uma regressão aos jardins de nossa infância, aqueles das casas de nossas avós, com plantas cheirosas, frutíferas e uma deliciosa copa de árvore para ficar à sombra e tagarelar por horas. Mesmo quem nunca experimentou essas sensações, vai comemorar o retorno deste modo simples de viver. Ah, a
Fiaflora acontece até domingo, das 13h às 21h. Fica o convite para quem vai ficar em São Paulo ou passear por aqui. Ótimo finde a todos.

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06/10/2007
Estréia no chat

Gente, segunda-feira, às 15 horas, estarei no site da
Globo.com para falar sobre paisagismo, um assunto que gosto muito (como já devem ter notado). Vamos trocar receitas de cultivo de plantas, falar sobre flores, árvores... Uma dose de verde para começar a semana. Espero vocês. Beijos e até lá.

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08/10/2007
Várias lições

Vou com freqüência à casa dos meus sogros, mas só atravessei duas vezes uma porta na garagem, que dá para o terraço. Ontem foi a terceira vez. Buscava garrafões antigos (um assunto para outro post), mas o que encontrei foram plantas bem viçosas: antúrios em vasos no chão, e os exemplares de renda-portuguesa, samambaia e chifre-de-veado pendurados em uma pérgola. Todos habitam aquele mesmo local há 20 anos, no mínimo. E isto foi o que chamou a minha atenção. Eu, sempre favorável a mudanças, me dei conta de que o jardim se renova naturalmente. As folhas secam, crescem outras, e não há a precisão de trocar de planta. Aposto que minha sogra nem notou a ausência dos antúrios ou das samambaias nos projetos de paisagismo da última década, muito menos tem idéia de que o seu jardim agora é ‘vintage’ – melhor para ela. De quebra, as plantas penduradas me fizeram lembrar desta foto, de uma revista Living antiga. Olha só o capricho da mão francesa que segura o vaso aramado, forrado com fibra de coco. Deu vontade de pregar várias mãos francesas pela casa só para pendurar plantas. Por sinal, para encontrar modelos como o da foto, indico uma barraca de ferragens na feira do Bixiga, em São Paulo. Fica bem no miolo da praça Dom Orione. Quem tiver outras indicações dentro e fora de São Paulo, deixa aqui no blog. Até!

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08/10/2007
Bate-papo na íntegra

Muito obrigada aos que participaram do chat. Adorei o carinho de todos. Segue, abaixo, a íntegra. Se preferir, ouça o
áudio.

Moderador fala para a platéia: Thaís Lauton é especialista em paisagismo e assina as reportagens da revista Casa & Jardim sobre o assunto. Quer saber como escolher plantas e flores para valorizar um ambiente? Mande sua pergunta para a jornalista com nome e cidade onde mora.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Pedro.Maia: Considerando o cheiro e as cores, existem flores que são mais adeqüadas a diferentes cômodos da casa?

Thaís Lauton responde para Pedro.Maia: Na realidade, acho que não. O importante é se identificar com a espécie que você coloca na sua casa, tanto a flor de corte quanto as espécies que você planta no seu jardim. O importante é gostar, se gosta de cheiro, coloque uma que tenha cheiro. O difícil é misturar flores, nem sempre é a melhor opção. Um arranjo só com um buquê dá um efeito tão bacana quanto a mistura. Você pode misturar espécies que conversem entre si, com tons parecidos, mas nem sempre a combinação fica tão bacana. É isso que eu sempre ressalto no meu blog, a simplicidade de um buquê supre a necessidade de flor na casa. Mas quem gosta de misturar, não tem problema. Meu blog é www.cheirodemato.globolog.com.br

Thaís Lauton fala para a platéia: As pessoas hoje em dia estão procurando colocar vasinhos com plantas, isso muda a cara da casa, traz bem estar.

Moderador apresenta a mensagem enviada por poliana_sp: Para decorar um banheiro, vc recomenda flores ou plantas? O que eu posso usar para harmonizar o espaço de maneira discreta?

Thaís Lauton responde para poliana_sp: Na verdade, banheiro é sempre um lugar não muito propício para plantas. Tem que tomar cuidado com umidade, planta não gosta de umidade porque pode ter doenças. Só se for um banheiro grande com janela, muita abertura. Aí tudo bem. Ou também existem banheiros com jardineiras, previstos para plantas. Pode usar folhagens, que sempre são bem vindas e se adaptam melhor a esses locais. Mas se o espaço for pequeno, não tem problema usar planta artificial, durante muito tempo elas não foram bem vistas, mas hoje em dia existem muitas plantas plásticas ou flor seca que são plantas que você consegue inserir no banheiro e dar graça. Em geral, não indico uma planta com cheiro no banheiro, mas o que poderia ser utilizado seria um vasinho com lavanda, que é encontrado com facilidade. Temos a alfazema, que é a "prima" da lavanda e se adapta bem. A lavanda tem um cheirinho, se a pessoa passa a mão na flor, fica com cheirinho na mão. É um bom climinha.

Moderador apresenta a mensagem enviada por cassiana: Para um casamento à noite num salão, que tipo de decoração, flores e plantas vc recomenda? Opção em conta, por favor. Ráfia, juta e flores secas combinam?

Thaís Lauton responde para cassiana: Sim, combinam. O que é importante é verificar o tipo de cerimônia que vai propor. Se é à noite, vai receber as pessoas em mesas, aconselho que cada mesa tenha um arranjo. Nesse caso, pode explorar as espécies brasileiras que não são tão caras, como copo-de-leite, astromélia, rosas mesmo, em vasos baixos. Se a idéia é reduzir valor, pode colocar vasos baixos com essas flores. Existem muitas flores do campo que podem ser uma opção para a cerimônia, vai dar cor nas mesas. Mas tem que ver o que você gosta nas flores. E flor seca pode utilizar com juta sim, em arranjos mais altos a juta pode fazer o contorno do arranjo, com a flor no centro.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Julietaramos: Para quem mora em sp o melhor lugar para comprar é mesmo o ceagesp? Que dica vc pode dar para a gente não se perder no meio de tanta oferta?

Thaís Lauton responde para Julietaramos: É o melhor lugar sim, porque lá você tem desde árvores gigantes até flores secas, encontra grama, terra, arbustos, frutíferas, tudo. Para mim, é o paraíso. Na verdade não é fácil se perder, as pessoas se ajudam lá, mas você começa a conhecer e vê que ele é bem dividido, tem de um lado as flores de corte, que são aquelas usadas em arranjos, não são vendidas em vasos, plantadas, são em maços. No sentido contrário, tem os setores de arbusto, árvores frutíferas, plantas rasteiras e chega na parte das flores secas, vasos de cerâmica, é muito setorizado. O conselho para quem vai pela primeira vez é chegar cedo, porque é muita variedade de espécies. Aconselho ir por volta de seis da manhã, que aí você consegue passear primeiro para depois comprar. Outra dica: lá tem os carregadores, você anota o número do box e pega o carregador que passa por todos os boxes onde você comprou e carrega para você. O ideal é procurar alguém para ajudar. Mas se for só flor de corte, leva sua sacolinha de freira mesmo. É gostoso, eu recomendo, é um passeio que vale a pena.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Simone: Conversar com plantas funciona? Vc fala com as suas?

Thaís Lauton responde para Simone: Olha, eu converso com as minhas sempre, acho que funciona sim. Eu aprendi isso muito com a minha mãe, que é apaixonada por orquídeas e sempre conversava com elas, eu sempre vi que dava certo, mesmo quando ainda eram brotos. Eu costumo fazer isso, adoro conversar com plantas, fico curtindo o desenvolvimento das minhas. Tenho paixão por frutíferas, você vê a flor se desenvolvendo e virando fruto, é muito gostoso. Minha atual paixão é a laranja quincã, com frutinhas minúsculas, que quero fotografar e colocar no blog. Converso sempre que posso, ela fica na varanda do meu quarto. As plantas são seres que entendem a gente, é uma troca de energia, você precisa fazer isso. As plantas têm até a capacidade de filtrar a energia negativa da casa, sempre falo que você pode colocar umas plantinhas defensoras.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Simone: Perguntaram sobre flores para um casamento. E para um buquê, o que sugere? O que acha que fica lindo e original?

Thaís Lauton responde para Simone: Eu particularmente casei há um ano e eu queria um buquê bem original, imagina, trabalhando com plantas, né. Eu queria um praticamente só verde, que é difícil. Queria um arranjo com orquídeas verdes, acabou sendo branco e verde, é raro, mas fica legal, dá para substituir por calas verdes, que também é uma ótima opção. Para quem gosta de cor, pode colocar cores que gosta, original é tudo que curte, não adianta fazer um buquê com girassol se você acha que não é a sua cara. Ao mesmo tempo, se gosta, por que não fazer? O importante é colocar a cor que mais gosta, ou a clássica rosa, sempre bem vinda. Um de hortências também é super bonito. Depende da época que vai casar.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Monica: Oi, Thaís, tenho dúvidas quanto à vasos de xaxins com samambaias, tenho cinco vasos juntos e é uma parede linda!!! toda verde, mas juntas pernilongos e tenho medo do Aedes aegypti, posso usar algum tipo de aerosol????

Thaís Lauton responde para Monica: Na realidade, quando o assunto é como combater algum tipo de praga, é sempre bacana consultar um profissional. Não vou indicar nenhum produto específico, existem lojas especializadas em plantas que podem indicar. Pernilongo não dá para evitar, pelo xaxim, mas como ele já é úmido, você pode umidecer um pouco menos, para ver se não é isso que está chamando os mosquitos, mas fica de olho para a samambaia não sofrer com pouca umidade.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Saimon: Quais são as plantas da moda? Tem essa história de moda com relação às plantas?

Thaís Lauton responde para Saimon: Acho que as plantas também têm isso, mas muito mais pelo o que está sendo ofertado na época. Muitas plantas reaparecem em função do plantio e disponibilidade. Hoje em dia, temos um retorno muito bacana de plantas da época das nossas avós, o lírio da voz, a samambaia, a costela de adão. Elas voltaram com tudo, têm sido muito vistas tanto no paisagismo como em arranjos. São as plantas vintage. Estão de volta, são divinas, nem deveriam ter saído do mercado. Mas tenho que destacar a nossa vegetação tropical também, a gente tem uma abundância de espécies e precisamos investir em palmeiras, bromélias, plantas com flores e cores exóticas, bem vivas. Elas também estão na moda porque são facilmente encontradas, são do nosso clima, se adaptam bem.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Gabriela: Gabriela, São Paulo, Adoro sua reportagens, tanto na revista quanto o blog. Gostaria de saber se vale a pena contratar um paisagista mesmo que o espaço seja pequeno, como uma varanda.

Thaís Lauton responde para Gabriela: Obrigada, que bom que você acompanha as reportagens. Eu acho que vale a pena sim, o profissional é sempre importante, assim como um decorador ou arquiteto, que te ajuda a selecionar o espaço, a varanda pode ganhar mais espaço ou ficar interessante se tiver o projeto de um paisagista, temos ótimos profissionais no Brasil. Eles vão, por exemplo, selecionar problemas como varandas pequenas sem espaço para vasos e aí eles colocam um painel. E há para todos os orçamentos, já encontramos profissionais para qualquer bolso. Sempre indico no meu blog.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Artur: Thaís, se você tivesse espaço para um único vaso na sala, para aquela planta de superdestaque, qual planta cultivaria nele?

Thaís Lauton responde para Artur: Pergunta difícil. (risos) Eu gosto de muitas plantas, não sei qual escolheria, tenho fases. Tenho uma planta de destaque na minha sala que é a yucca, tem pouca folhagem. Mas se fosse uma só, eu escolheria uma frutífera, perto da janela ou de onde tivesse luz, dentro de casa não é o melhor local , mas perto da porta dá, eu colocaria uma frutífera, que tem um ciclo de desenvolvimento muito rico.

Moderador apresenta a mensagem enviada por EduardoMaciel: Brasília. O que você sugere como florífera para uma cerca viva bem fechada.

Thaís Lauton responde para EduardoMaciel: Espécies floríferas para uma cerca, temos a azaléia, a camélia também que tem a coisa do cheiro, a gardênia, adoro essas três, têm um crescimento bonito, pode controlar com poda, quando termina a floração, para não atrapalhar o ciclo de desenvolvimento dela. No período do inverno, não mexa muito nelas. Eu optaria por uma dessas três, mais ainda a azaléia, que é muito bonita.

Moderador apresenta a mensagem enviada por She: Qual a melhor planta ou flor para enfeitar uma casa com móveis rústico

Thaís Lauton responde para She: A rosa tem muito cara de caipira, de campo, principalmente a roseira que tem no quintal, trazê-la para dentro de casa. A primavera também tem cara de casa de campo, pega uns raminhos e coloca em vaso. O espírito é tirar do jardim e colocar dentro de casa, principalmente quando mora no campo.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Mariana: Qual as plantas adequadas para fazer um jardim em uma casa de praia?!

Thaís Lauton responde para Mariana: Na praia pode tudo, elas se adaptam muito bem na praia, se desenvolvem com rapidez.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Marli: Todos os dias a primeira coisa que faço é dar uma olhadinha no seu Blog.... a respeito daquela reportagem de como fazer flores artificiais, tenho uma foto bem bacana parati enviar.

Thaís Lauton responde para Marli: Pode mandar para o meu email: tescanhoela@edglobo.com.br . Quero muito que mandem fotos, espero colocá-las no blog e que bom que você acompanha, fico feliz com isso.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Ramon: Ramon, São Paulo, Você acha que um dia teremos uma legislação que privilegie o paisagismo para deixar as cidades mais bonitas e agradáveis de se morar, principalmente as metrópoles? Como acontece na Austrália por exemplo.

Thaís Lauton responde para Ramon: Olha, eu acho que deveríamos ter isso urgentemente, porque vemos muitas coisas erradas nas cidades, são árvores com raízes invasoras, levantando o piso, por exemplo. Temos condições de ter isso, temos paisagistas que são urbanistas maravilhosos e é uma coisa que temos que pensar urgente, na urbanização das cidades. Já temos movimentos nesse sentido, já tenho visto coisas em São Paulo, uma preocupação nesse sentido, uso de espécies que não cresçam tanto, não puxem a fiação, por exemplo. Temos que nos preocupar com isso sim. Mas já vejo um movimento pequeno nesse sentido.

Thaís Lauton fala para a platéia: Adorei ter participado, adorei as perguntas, é bem bacana saber que tem tanta gente interessada nesse tema. Meu blog é www.cheirodemato.globolog.com.br e espero que continuem visitando e passem a conhecer. É sempre bom ter o retorno do que a gente escreve e dividir histórias. Uma coisa que me preocupo muito é dividir as experiências.

Moderador fala para a platéia: O chat sobre paisagismo e decoração fica por aqui. Obrigada a todos pela participação!

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09/10/2007
Plantas em escalada



Faz um tempo que eu procuro modelos de treliça para mostrar aqui no blog, a pedido do Eduardo Maciel, que já virou amigo-colaborador do espaço. Demorei para publicar alguma idéia, porque estava à procura de algo que realmente gostasse – e endossasse. Pois bem, encontrei. Quem curte colocar a mão na massa, não vai estranhar o momento bricolagem. É só fuçar na mala de ferramentas e separar o rolo de arame e ganchos (destes usados para fixar o varal de roupas). A técnica é simples. O gancho deve ser fixado na parede, de maneira que vire o elo entre as linhas. Vale seguir um dos dois esquemas abaixo. Pode ser colocado na parte mais baixa da parede (esquema de cima) ou no centro dela (esquema de baixo). Fácil. Nada que uma mulher prendada ou um marido, amigo ou vizinho faz-tudo não tire de letra. Aí é só plantar a trepadeira no chão e conduzi-la até a treliça. Caminho traçado, ela se encarrega da escalada.

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Thaís Lauton
Ela não gosta de acordar cedo, mas quando é para ir ao Ceasa, pula da cama feliz às 6h da manhã. No gigante entreposto paulistano de plantas e flores, faz o que mais gosta: aprecia os tons e texturas diferentes das folhagens, as árvores frutíferas, os tipos de grama. Na revista desde 2004, Thaís é nossa especialista em paisagismo. Lê, estuda, faz entrevistas, planta vasos. E se diverte dizendo aos outros o nome de cada planta. Se é que ela não inventa...

 
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