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10/09/2007
Brinde com flor

Adoro mesas de refeições arrumadas com flores. Não me refiro aos arranjos altos, com toda a pompa de festas de casamento. Os que gosto de admirar são aqueles simples, com cara de casa de campo: flores na moringa, na jarra de suco, na garrafa de vinho. A idéia de hoje, coincidentemente, foi experimentada por duas amigas. Uma delas, já conhecida no pedaço, é a Miriam, diagramadora da revista. A outra é a fotógrafa Evelyn Müller, minha parceira nas matérias de paisagismo da revista. Um dia desses, a Evelyn sugeriu que eu falasse sobre arranjos individuais na mesa de refeições. Quando recebe alguém em casa, ela costumar usar os copos de whisky como vasos. Coloca água até a metade do copo e uma flor boiando. Um uso simples e esperto do que ela tem em casa. A Miriam preferiu as taças (foto abaixo). Montou uma mesa de jantar para a família com as taças enfileiradas no centro. Cada uma, com uma tulipa. As flores podem ser revezadas com velas nos copos – outra receita infalível.
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11/09/2007
O doce dos beija-flores

Das plantas que eu inexplicavelmente gosto, a russélia é uma delas. Fiquei feliz quando o Eduardo Maciel, que é um leitor-colaborador do blog, engrossou a lista de curiosos sobre a espécie. Para quem nunca ouviu falar, este arbusto de ramagem numerosa é ótimo para cobrir muros, encher vasos e forrar grades. Embora suas folhas finas sejam ascendentes, costuma pender com o peso dos cachos de flor. Ostenta a sua origem mexicana na preferência por dias de sol. Nestas condições, fica continuamente florido. E são exatamente as flores tubulares de cor vermelha que atraem os beija-flores. Um dia desses, conferi a razão desta unanimidade - experimentei o néctar da flor. É só desprender a parte em forma de copo e sugá-la. E não é que estes beija-flores são espertinhos, o néctar tem gosto de mel. Mas nada de inclui-lo na dieta. Por enquanto, a russélia é banquete só de beija-flor.
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12/09/2007
Idéias de parede
A varanda pequena, o corredor estreito e a entrada apertada não são motivo para desistir de ter verde em casa. Se não há a mínima possibilidade de incluir um ou dois vasos em algum canto, parta para as paredes. Os adesivos, as telas e afins podem ser trocados por suportes para vasos e painéis na sala, no lavabo, no escritório, ou onde existir uma parede livre dando sopa. Há uma infinidade deles. Alguns vêm com copos de vidro para mesclar flores e velas, como o modelo de ferro anodizado da Recicla Mundo (à esq.). As duas versões de painel são da Verde Vaso. Ótimas para investir em plantas que não precisem de muita terra, como orquídeas, ripsális, heras e chifres-de-veado. Dá até para usar mais de um painel e criar um jardim vertical, com cor, textura e até aroma. Garanto que as plantas vão mudar o espírito da casa e ninguém vai notar a ausência de vasos.
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13/09/2007
A volta das samambaias
Talvez, para alguns, esta história de ‘volta das samambaias’ não faça o menor sentido. Quem é mesmo apaixonado pela espécie, nem deve ter notado que ela saiu de cena por duas décadas, sucumbida pelo rigor das topiarias (as plantas podadas, comuns nos jardins europeus, que fizeram sucesso nos anos 80 e 90). A temporada em baixa definitivamente acabou, e a danada voltou com tudo, agora liderando o grupo das plantas vintage – estas com a cara de jardim de avó: avenca, melindre, antúrio e lírio-da-paz. Para os que nunca tiveram uma samambaia, não há segredo no cultivo. Ela só precisa de sombra, de regas freqüentes, e de terra enriquecida com matéria orgânica. Não gosta de vento, e logo reclama a falta (ou excesso) de algo com a queima das folhas mais jovens. O uso modernizado prevê uma exposição de destaque, na sala, de preferência. Na varanda também vale, mas nada de pendurá-la. Um vaso alto (foto), usado como cachepô, é a minha sugestão. Calce o fundo com argila expandida e acomode a samambaia. Aí é só esperar as folhas crescerem. Até amanhã!
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14/09/2007
Correio elegante
Nem tudo o que é indispensável na casa é bonito de se ver. A caixa de correio, a cerca que esconde o varal de roupas e o telhado do quiosque da churrasqueira têm solução – e das boas. A plástica no visual pode ser feita com uma trepadeira, este arbusto que cresce, com o auxílio de um tutor (vara, estaca, cerca, e por aí vai). Funciona assim: a planta usa um elemento de apoio para crescer e, em troca, dá uma cara bem mais interessante para ele. Olha só a casinha de correio (foto à esq.), encoberta por senecio, que eu encontrei no projeto dos paisagistas João Jadão e Cid Carvalho. Ela foi a inspiração para este post. O senecio é um tipo de hera, que dá estas florzinhas amarelas, bem delicadas. Tem também a primavera, a tumbérgia e o jasmim-do-imperador (fotos, da esq. para a dir.), além da congéia (que já mostrei no blog), da alamanda, da madressilva, e da sete-léguas. É só plantar um exemplar e ele se encarrega do resto. Em pouco tempo, o feio desaparece. Experimentem. Ótimo fim de semana!
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17/09/2007
Lições de um lavabo pequeno

Fiz certo contorcionismo para fotografar o lavabo de 1,35 m² do apartamento da minha amiga Gabriela. Não tinha notado que ele era tão pequeno até tentar fotografá-lo. Definitivamente, a ilusão de tamanho foi causada pelas boas idéias que ela – arquiteta paisagista (tel. 11 6281-9927) –, implantou lá. O lavabo é um retângulo de 1,50 m de comprimento e 0,90 m de largura. Na parede à direita, a Gabri pendurou três quadrinhos (foto acima). Aproveitou restos de mármore (que pode ser substituído por madeira) e mandou fazer três pequenas prateleiras dentro de molduras de 20 x 20 cm, para dispor os vasinhos com plantas artificiais, comprados na rua 25 de Março, em São Paulo. Na parede oposta, do lado da porta de entrada, a cuba ocupa um nicho de 40 x 50 cm, criado para não atrapalhar a circulação. Aí você olha para o chão, e o desenho da cuba está reproduzido lá, na forma de um pequeno jardim. A Gabri previu um rebaixo no piso e preencheu com seixos brancos (foto abaixo). Ela ainda criou uma espécie de jardineira, com a mesma altura do rodapé. Lá, alternou plantas artificiais em forma de bola a pedriscos. Esta idéia pode ser importada para a varanda, o hall de entrada, ou qualquer outra área que tenha medidas irregulares. Em vez de recortar todo o piso cerâmico para assentá-lo, crie uma jardineira seca, só com pedriscos e plantas artificiais. Até amanhã!
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18/09/2007
Só falta o apelido
Não entendo por que ainda não encontraram um nome popular bem brasileiro para a Wax Flower. Este arbusto com flores miúdas, originário da Austrália, rompeu as fronteiras de continente, mas continua com este nome gringo. Por enquanto que não aparece um apelido mais apropriado, vale uma apresentação. A Wax Flower é um arbusto perene, que chega a 3 m de altura e, incrivelmente, enche seus ramos de flor. Cada ramo pode produzir de 50 a 500 brotos, que começam a surgir no outono e seguem até a primavera. As miniflores são mínimas mesmo. É só imaginar que cada pétala tem entre 10 e 25 mm. Além das versões branca e rosa (fotos abaixo), soube que há um exemplar de cor púrpura. Pode habitar regiões secas, e de baixas temperaturas, e é uma alternativa bacana para vasos. Fica a sugestão. Amanhã tem mais.
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19/09/2007
Da água para o vinho
Mais uma da série “reciclar é preciso”. Já falei das garrafas de vinho, dos frascos de perfume e das latas de alumínio. Agora é a vez das minigarrafas de plástico. Parei para pensar na quantidade de garrafas d’água que eu descartei sem nunca ter pensado em fazer algo proveitoso com elas. Nada como uma amiga para despertar o olhar. A Miriam, que dispensa apresentações aqui no blog, teve este estalo dias atrás, em um jantar com suas amigas. Ao reparar nas minigarrafas da marca Cristal – estas bojudas, de cor azul e vermelha (foto abaixo) – sobre a mesa de jantar, pensou que poderia transformá-las em vasinhos. Convenceu o garçom a ‘limpar’ as mesas ao lado, e saiu do restaurante com seis garrafas, pronta para fazer arte. Aí foi só pegar o kit customização (com miçangas, purpurina, lantejoulas e afins). Depois que fez as primeiras, pegou outra garrafa transparente e enrolou sutaches coloridos, formando listras (foto à esq). Mudança da água para o vinho. Até amanhã!
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20/09/2007
Prenúncio da primavera
Contagem regressiva para a estação das flores. Sim, amigos do verde, só faltam três dias para que, oficialmente, entremos na primavera. Precisamente, a estação tem início às 6h51 da manhã do domingão, mas ninguém precisa acordar cedo para receber a ‘moçoila’. Ela já chegou para algumas plantas. O manacá-de-jardim que eu fotografei no fim de semana passado é a prova. A árvore, de folhas pequenas e permanentes, começa a florir em setembro e segue até março. Seu atrativo são as flores lilases e brancas, muito cheirosas. A paisagista Maringá Pilz (tel. 11 82569781), que adora flores, sugeriu o uso do manacá-de-jardim em arranjos. Escolha um galho florido da base da planta, corte, e coloque em um vaso. A boa notícia é que as flores vão continuar exalando um cheiro bom dentro de casa. Nesta mesma linha, Maringá ainda sugere a dama-da-noite. Na falta do incenso e das velas aromáticas, as plantas dão uma mãozinha! |
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21/09/2007
Ah, a sombra de uma árvore...

O dia merece uma confissão: nem as flores, nem as folhas, nem a grama, nem um projeto inteiro de paisagismo me dá tanto prazer como passar alguns minutos apreciando uma árvore. Não sei se é mania de jornalista, mas fatalmente penso na história daquele exemplar. Quando foi plantado, como se desenvolveu, quem fez uso da sua sombra, quantas chuvas enfrentou, quantos pássaros já repousaram em seus galhos. Ah, se as árvores falassem. Aposto que perderia horas fofocando com elas. As árvores que mais me chamam a atenção são as de tronco ramificado. Adoro os ipês, as quaresmeiras, as figueiras, os paus-ferro, as magnólias, os jasmins-manga – cada um, por um motivo. E é por isso que não dá para passar o dia de hoje em branco. Soube que o Brasil é um dos poucos países a comemorar o dia da árvore em 21 de setembro (a maioria adotou o dia 22 de abril) por uma razão lógica: é com a entrada da primavera, que inicia-se o período de chuvas. Outra curiosidade é que no norte e nordeste do país, a data é comemorada na última semana de março, por conta do início das chuvas nas duas regiões. E já que o assunto é árvore, acho que o fim de semana é uma ótima oportunidade para refletir sobre o nosso papel no planeta. Ao escrever o post, me dei conta de que ainda não plantei árvores, somente vasinhos de flor. Vou tratar de fazer isso, e mostro as fotos para vocês. Beijos a todos, ótimo finde.
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24/09/2007
Três é DEMAIS
Adoro misturar vasos de vários materiais em um só canto: no aparador, na mesa de centro ou no parapeito da janela. Mas sei que muita gente gosta de uniformizar – o que não é uma má idéia. Para os que preferem vasos iguais, a sugestão são os trios. O que não falta é modelo. Há os de barro, de cerâmica, de plástico, de zinco e até de aço galvanizado. Estes (foto à esq.), que encontrei há algum tempo na loja Bothanica Paulista, eram vendidos em trio, já com o prato em comum. Mas você pode montar o seu próprio conjunto. Na falta do pratinho do mesmo material, lance mão de uma bandeja de madeira. As plantas também podem ser iguais, como estas suculentas. A reunião fica bacana e aquele cantinho sem vida agradece triplamente. Até amanhã! |
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Thaís Lauton
Ela não gosta de acordar cedo, mas quando é para ir ao Ceasa, pula da cama feliz às 6h da manhã. No gigante entreposto paulistano de plantas e flores, faz o que mais gosta: aprecia os tons e texturas diferentes das folhagens, as árvores frutíferas, os tipos de grama. Na revista desde 2004, Thaís é nossa especialista em paisagismo. Lê, estuda, faz entrevistas, planta vasos. E se diverte dizendo aos outros o nome de cada planta. Se é que ela não inventa...
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