27/08/2007
Quem precisa de vaso

Confesso: nunca dei a mínima atenção para as pás de cereais até que, recentemente, vi uma forrada com papel na loja
Recicla Mundo. De cara, achei o máximo. Aí veio a paisagista Ana Claudia Costta e Pinto, e sem forrá-las, sem nada, montou uma mesa aromática para receber alguns convidados. Em cada pá, plantou uma espécie cheirosa. Na foto, logo à frente, tem incenso (sim, isto é nome de planta!), seguido por alecrim (à dir.) e lavanda (ao fundo). Os vasinhos fizeram sucesso, e todo mundo ficou com vontade de correr para o armazém mais próximo em busca das tais pás de cereais. Ah, a Ana garante que não é preciso convencer o dono da mercearia a vender a sua ferramenta de trabalho. As dela foram compradas em Holambra, interior de São Paulo, mas podem ser encontradas em lojas especializadas em produtos agrícolas. Depois dessa idéia, estou cada vez mais convencida de que o que vale para decorar é ter criatividade. Alguém concorda?

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28/08/2007
Só no embrulho

Uma das minhas diversões de infância era trocar as roupas das minhas bonecas. Era uma delícia: enjoava do modelito, e minha avó costurava algo novo. Mesmo crescida, não perdi este traço de personalidade – adoro mudar os objetos em casa. É por isso que achei esta idéia um absurdo de boa. Para colocá-la em prática, só é preciso um cilindro ou uma caixa de vidro transparente, e papel. Pode ser papel de presente, de parede e até jornal. A intenção é vestir o vaso, dar uma roupagem mais divertida. Na foto à esquerda, note que foi feita uma dobra no papel antes de fixá-lo no vaso. Se a intenção é mudar a ‘roupa’ com freqüência, evite colar o papel no vidro. Passe cola apenas na união das extremidades do papel, ou amarre-o com um barbante ou uma fita, como mostra a foto abaixo. Garanto que estes embrulhos não passarão despercebidos na casa.

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29/08/2007
Plantas na casinha

Nem pense em deixar aquela gaiola, há tempos desabitada por pássaros, esquecida em algum canto da casa. Ela pode conquistar cadeira cativa na sala, se surgir como um abrigo de plantas. A sugestão é nova, mas já apareceu na edição de junho da Casa e Jardim, em um projeto assinado pela decoradora Neza Cesar (11 3743-3526) (foto abaixo). Por sorte, a gaiola, do
Uemura Flores e Plantas, foi encontrada nesta cor amarela bacana. Mas quem fuçou, e achou uma no fundo do baú, pode fazer uma graça, e pintá-la com cores vibrantes. Azul, pink ou laranja são as minhas preferidas. Para uma versão mais clássica, parta para o branco, igual à gaiola que fotografei na Anni Verdi (foto à esq.). Assunto técnico: os modelos mais antigos vêm com portas pequenas. Dependendo do tamanho do vaso, recorte o fundo e use pregos para prendê-lo (o fechamento tem de ser semelhante ao de um porta-retrato). Entre as plantas, a restrição é apenas quanto ao crescimento. Prefira espécies de desenvolvimento lento, como bálsamo (foto acima), amor-perfeito, véu-de-noiva, serissa e violeta.


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30/08/2007
No tamanco ou na sapateira

Com a proximidade do fim de semana, aproveito para sugerir propostas festivas para o hall de entrada da casa. Sabe aquele tamanco típico holandês? Pois então, ele pode ser pendurado na entrada, e ganhar um toque floral em dias de festa. Na falta do souvenir, dá para improvisar com tamancos plásticos – estes conhecidos como ‘crocs’ -, ou ainda dar uma cara regional com chinelos feitos de tiras de couro ou de fibras naturais. A sapateira plástica (foto abaixo) é outra alternativa divertida. Para uma reunião mais íntima, dá até para pensar em oferecer havaianas aos convidados e fazê-los guardar os sapatos na sapateira florida: “Deixe o sapato e leve a flor”. Certamente este gesto tornará a recepção mais calorosa.

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31/08/2007
Meu novo vício: requeijão



No início desta semana, a Geovana, queridíssima visitante do blog, sugeriu que eu ensinasse algo para fazer com copos de requeijão. Tarefa difícil, hein Geovana? Na verdade, nem foi tanto. Fucei revistas e livros, e quando encontrei a foto abaixo, destes cactos com forração de areia colorida, tive um estalo: copos coloridos com areia. Aí estão eles. Como sou fã de listras, abusei delas – e das cores. Nos meus copos, dá para notar que elas não têm padrão de largura. Só tomei o cuidado de nivelar a areia para não criar desenhos de montanhas, em vez de listras. Outra constatação: as cores claras ficam mais atraentes. Proporcionalmente, merecem mais espaço. Quando a areia estiver a um dedo da boca do copo, enterre o minivaso com planta (os cactos e as suculentas, mais uma vez, são os meus preferidos para este uso, porque duram muito, com poucos cuidados). Vale dizer que toda esta brincadeira não saiu cara. Cada saquinho de areia colorida, de 950 g, custa R$ 1,20 no Uemura Flores e Plantas, e a unidade da minissuculenta, na Ceagesp, não ultrapassa R$ 0,70. Por enquanto, parei no quinto copo, mas não vejo a hora de comer mais requeijão para dar continuidade à série. Ótimo fim de semana.

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03/09/2007
Corredores para imitar – e sonhar!



Uma passagem estreita, com muros altos, pouca entrada de luz natural, e quase nenhuma visibilidade, não é o espaço de cobiça de ninguém. Eu mesma, durante a infância, morei em uma casa com um corredor enorme, de paredes brancas, e nenhum atrativo. Se ainda vivesse naquela casa, imagino o que teria feito com aquele corredor. Provavelmente copiaria (sem culpa!) várias das idéias destas três fotos: os vasos ao longo do corredor para quebrar a sua extensão, como fez a paisagista Sylvia Ribeiro da Luz, da Topiaria Paisagismo (11 3849-3072) (foto acima), e o painel na parede com ripsális, criado pelo paisagista Ricardo Pessuto (11 6193-0515) (foto abaixo, à esq.) certamente fariam parte do meu corredor. Não pouparia nem o piso. Reproduziria a combinação de cerâmica e pedras ágatas que o Ricardo idealizou para os seus clientes pisarem descalços e massagearem os pés. Ah, os seixos no outro projeto da Silvia (foto abaixo, à dir.), também servem para esta terapia. E por falar em terapia, a melhor de todas elas é sonhar. Mesmo que não haja espaço para um jardim ou não exista um corredor, não custa imaginar como seria o seu. É um exercício delicioso, e que facilita as escolhas do futuro. Bom, já falei do meu. E você, o teria no seu corredor? Conta pra gente.

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04/09/2007
Quase artificial

Sei que tem um montão de gente que não ousa ter plantas em casa por conta da lista de cuidados que demandam. Encaremos a realidade: plantas são como bichos de estimação. Precisam de água, luz natural, ventilação e nutrientes, fora o olhar indispensável do dono. Mas há exceções. Uma delas é a dracena ornamental. Bastam alguns dedos de água para que ela cresça sem traumas. Esqueça as podas, a retirada de folhas, e as trocas de água. É isto mesmo, até a água só precisa ser renovada, se estiver com um aspecto ruim – o que pode levar meses. No apartamento da minha mãe, algumas hastes estão em um vaso transparente apoiado no chão, no hall do elevador (foto ao lado). A Miriam, diagramadora da revista, também aderiu à dracena para colocar no consultório do seu marido, que é dentista. Os cilindros, também apoiados no chão, ganharam pedriscos no fundo (foto abaixo) – um acréscimo no visual. Quem ainda não está convencido da compra, a danada ainda leva vantagem no preço. Enquanto uma haste do bambu da sorte (que tem forma semelhante) sai, em média, por R$ 25 na Ceagesp, dez hastes de dracena custam R$ 10.

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05/09/2007
Só falta a estampa de bolinha

Não é ilusão de óptica, tampouco truque de Photoshop. Esta rosa multicolorida já é realidade entre nós, e pode ser conferida de perto na
26ª Expoflora, mostra de plantas que acontece até o dia 23 de setembro, em Holambra, interior de São Paulo. A façanha foi conseguida pelo produtor holandês Peter van de Werken. Ele revela apenas que colocou a rosa da variedade Vendela, de cor creme, na água misturada com corantes naturais. Como consegue que cada pétala ganhe uma cor? Isto é segredo, e segundo ele, a parte mais difícil. As rosas – ainda sem nome no Brasil – estão à venda para o público durante a mostra (R$ 15 a unidade), mas logo vão ser encontradas em floriculturas. Sei que esta história me fez voltar à feira de ciências da 4ª série, quando fiz a experiência da rosa colorida. Foi só colocar um exemplar da flor na água misturada com corante, e aos poucos, ele absorveu a cor. Fica a dica para quem não agüenta esperar pelas multicoloridas. Eu – mais paciente – estou à espera das rosas com estampa de bolinha. Do jeito que a genética anda avançada, prefiro não duvidar.

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06/09/2007
Dá até vontade de ir para o tanque

Minha amiga Gabriela, que é arquiteta paisagista, deu um jeitinho de colocar plantas até na lavanderia do seu apartamento. Em vez de tumultuar os vasos no parapeito da janela, ela aproveitou o espaço livre, de 60 cm, entre o armário e a parede, e projetou algumas prateleiras em “L”. O lado mais profundo (25 cm) ficou reservado para os vasos maiores, e o mais estreito (9 cm), para as plantas de menor porte, entre elas, violetas. As plantas ficam hospedadas por lá, com muita luz natural e ventilação, até surgirem os brotos de flor. Aí é feito um rodízio com os exemplares que estão na sala. O bacana do troca-troca é que sempre tem planta nova desfilando no aparador, na mesa lateral, e a Gabri não enjoa. Nas prateleiras da lavanderia, a ausência de flores foi resolvida com os vasos coloridos, que são facilmente encontrados em floriculturas, garden centers e lojas de decoração, como a
Tok & Stok. Como disse uma outra amiga, a Marta: com esta turma de apoio, nem dá para reclamar de lavar uma roupinha.

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Thaís Lauton
Ela não gosta de acordar cedo, mas quando é para ir ao Ceasa, pula da cama feliz às 6h da manhã. No gigante entreposto paulistano de plantas e flores, faz o que mais gosta: aprecia os tons e texturas diferentes das folhagens, as árvores frutíferas, os tipos de grama. Na revista desde 2004, Thaís é nossa especialista em paisagismo. Lê, estuda, faz entrevistas, planta vasos. E se diverte dizendo aos outros o nome de cada planta. Se é que ela não inventa...

 
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