13/08/2007
Vaso-jardineira

Quem tem cachorro em casa – filhotes, em especial, – sabe o problema que é ter jardineiras por perto. As ferinhas não perdoam. Com suas desajeitadas patas destroem os vasos, lançam a terra para longe e até comem as flores. É por essas e outras dificuldades que o melhor é aumentar a altura dos vasos. Na foto, dá para ver que os exemplares de lavanda são coadjuvantes dentro do vaso que tem um bambu mossô no centro e forração de pedriscos. Mesmo assim, incrementam o visual do vaso. Acho esta dica mais bacana por outro motivo: os vasos de lavanda foram fincados na terra, o que facilita a troca das flores, caso murchem. Em substituição à lavanda, use calanchoê, violeta, perpétua, amor-perfeito, verbena ou beijo-pintado.

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14/08/2007
Toda a pinta de inverno

Agora sim dá para dizer que estamos no inverno. Só depois que as flores da azaléia despontam pelas ruas da cidade em canteiros e parques, noto a mudança de estação (é lógico que a baixa no termômetro também ajuda). A azaléia é um arbusto lindo, originário da China, que floresce no outono e, mais intensamente, nesta época. É apropriado para vasos, por isso é a minha sugestão para acompanhar outras espécies numa varanda. Suas flores coloridas - brancas, vermelhas, arroxeadas e róseas -, certamente vão arrancar olhares. Dá até para cortar alguns galhos floridos e espalhar pela casa. Para quem tem um exemplar por perto, a sugestão é podá-lo após o florescimento para que fique melhor a cada ano.

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15/08/2007
Orquídeas em taças

Mais um experimento que vem lá de casa. Na verdade, é a terceira vez que monto estes arranjos, mas confesso que não havia indicado o uso por contrariar uma regra de cultivo. Quem entende, sabe que os vasos de barro são os mais apropriados para orquídeas, mas usei estas taças de vidro, de 60 cm de altura, para dispô-las somente durante a floração – que pode durar até três meses. Consultei um monte de gente experiente no assunto, e fui assegurada de que a planta não sofre com este emprego. Antes da transferência, as taças compradas no
Uemura Flores e Plantas, receberam uma camada de carvão picado, que absorve a água em excesso, e o restante de chip de fibra de coco, substituível por musgo. Acomodei a orquídea dois dedos de altura abaixo da boca da taça, e pronto! Fica o conselho: durante a permanência no vidro, borrife água nas folhas e nas raízes da orquídea. Não encharque a fibra de coco para evitar que apodreça.

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16/08/2007
Cozinha temperada


As especiarias que você compra na feira, no mercado, ou até mesmo colhe em casa podem virar arranjos aromáticos para a cozinha. A inspiração para o post surgiu quando vi esta guirlanda na revista Marie Claire Idées. Mas nem precisa caprichar tanto no visual. Maços de manjericão, alecrim, hortelã e pimenta amarrados com corda e pendurados na porta ou janela da cozinha ficam lindos – e à mão. Outra sugestão é colocá-los em copos com água, como fiz com as ervas colhidas no sítio. Dependendo do prato que for servir, você pode aproveitar o arranjo e levá-lo para a mesa, para os seus convidados usarem a gosto.

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17/08/2007
Minirrosas para presente



Simples de fazer, este arranjo montado pela Miriam, diagramadora da revista, é uma ótima sugestão para presentear. A Miriam é apaixonada por minirrosas. Sempre que vai à Ceagesp, volta com pelo menos um maço na mão. Nesta sua última investida, ela voltou com dois, mais uma caixa de vidro, tubos de vidro e areia colorida - tudo para montar o arranjo. Não tem segredo: é só colocar a areia no vidro e acomodar os tubos. Sugestão da Miriam: “Este arranjo também fica bom com flores de haste longa e lisa, como dálias, gérberas e tulipas. A areia pode seguir a cor da flor”. Ótimo fim de semana!

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20/08/2007
O 'lado B' dos cactos

Por trás desta figura grosseira, coberta de espinhos, vive um ser obstinado em resistir aos diferentes climas. No deserto, com o sol a pino, ou no escritório, sob os efeitos do ar condicionado e de lâmpadas fluorescentes, os cactos mantêm-se firmes. São a escolha mais indicada para aqueles que não têm tempo de beber água no escritório, que dirá aguar as plantas. O lado doce dos cactos, que contrasta com esta ‘carapaça’ rude, são as flores. Pude constatar isto na semana passada, quando o meu ripsális (sim, ele também é um cacto!) começou a florir. Para quem ainda não foi surpreendido com os microbotões de flor, asseguro: a espera vale a pena. Abaixo, deixo algumas fotos de uma matéria que saiu na revista, há pouco mais de um ano, sobre o tema. Um ótimo início de semana.




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21/08/2007
No banheiro, sem drama



Se as plantas falassem, com certeza, já teriam lançado a campanha: “Banheiros, tô fora!”. É só se imaginar plantado em um local estreito e abafado, com escassez de ventilação e luz natural, para entender o desespero das pobres criaturas. Para estas situações, o negócio é assumir o artificial. Colhi estas duas simpáticas sugestões na casa da minha mãe. Os vasos, na foto de cima, são plásticos, e foram pintados com tinta branca misturada com areia. Aplique duas demãos e o vaso ganha um aspecto bem rústico. Os da foto de baixo eram porta-velas de cerâmica, que nem precisaram de retoques na nova função. As folhas e flores artificiais foram garimpadas na rua 25 de Março. Em São Paulo, ainda podem ser encontradas no Pari - outro paraíso popular de compras -, e em uma loja que eu gosto muito, o
Armazém da Companhia. Deixo um apelo: quem não mora em São Paulo, pode me ajudar a listar bons lugares onde encontrar flores artificiais.

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22/08/2007
Arranjos de bandeja



Sou a favor de propor novos usos para as peças de casa. Não sei se a intimidade com o mundo verde favorece o olhar, mas acho que muitos dos acessórios de cozinha podem desfilar com plantas na sala, na varanda, e por aí vai... Sabe aquela única taça que restou do jogo? A panela de cobre herdada da avó? A chaleira ganha em duplicidade? Todos podem marcar presença em outros cantos da casa. As fotos acima ilustram esta sugestão. Na foto da direita, a bandeja de cobre ampara os vasos de tamanhos diferentes e vira um arranjo de mesa notável. Na do meio, as boleiras sustentam os vasos – ou melhor, os suportes para ovos – com flores. E, mais improvisado, repare que na foto da esquerda, as formas de bolo de diâmetros diferentes foram empilhadas com vasos de zinco para acomodar os vasos plásticos de amor-perfeito. Ah, vale dizer: quanto mais vasos reunidos, mais bacana será o resultado.

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23/08/2007
Flor no gargalo

Dois prazeres que casam bem: bebericar com os amigos, e reusar as garrafas para dispor flores. Adotei esta mania de reaproveitar garrafas de bebida e outros vidros há algum tempo. Até mostrei, em um post, as minigarrafas de refrigerante que tenho no escritório com bambu da sorte. Mas este trio de ‘babies’ Chandon com minipapiros que o Artur de Andrade, redator-chefe da revista, mantém na bancada da cozinha é uma coisa! A originalidade do uso, no caso dele, foi manter os rótulos. De quebra, aproveito para mostrar uma invenção minha. No meu aniversário, resolvi fazer uns arranjos de mesa. Na falta de vasos, usei todas as garrafas que vi pela frente. Para tirar a transparência, joguei tinta vitral dentro de cada uma delas e deixei de cabeça para baixo para escorrer o excesso. O único inconveniente é que a tinta não pode ficar em contato direto com a água. Solução: ou o arranjo fica provisoriamente na garrafa - sem água -, ou a pintura tem de ser feita na parte externa. Se optar pela primeira alternativa, lembre-se de cortar uns dois centímetros da haste antes de retornar a flor para a água.


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24/08/2007
A turma do chuá



Água da chuva, do chuveiro, da nascente, do mar, ou da fonte? Para mim, cada uma, na sua hora. O som da chuva para dormir, a ducha para relaxar, a nascente para beber água fresca, e o sal do mar para tirar a ‘uruca’ são receitas de grande utilidade para a vida. Ainda não adotei a fonte em casa, mas acho que ela também traz bem-estar. O melhor é que a água pode vir acompanhada com alfaces d’água, minipapiros, camarões e salvínias – as plantas aquáticas. Elas ficam um charme em tachos, como me provou o paisagista Odilon Claro, da
Anni Verdi, autor das duas fontes que aparecem no post. Só precisam de um sistema de oxigenação de água e uma profundidade superior a 9 cm. Quem quiser se aventurar no feitio de uma, saiba que uma bomba de aquário dá conta do recado. Aí é só curtir o barulhinho da água. Ótimo fim de semana.

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Thaís Lauton
Ela não gosta de acordar cedo, mas quando é para ir ao Ceasa, pula da cama feliz às 6h da manhã. No gigante entreposto paulistano de plantas e flores, faz o que mais gosta: aprecia os tons e texturas diferentes das folhagens, as árvores frutíferas, os tipos de grama. Na revista desde 2004, Thaís é nossa especialista em paisagismo. Lê, estuda, faz entrevistas, planta vasos. E se diverte dizendo aos outros o nome de cada planta. Se é que ela não inventa...

 
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