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10/08/2007
Suculentas de bolso
Quando vi a Miriam, diagramadora da revista, com estas microcriaturas em uma caixa, fiz um escândalo na redação. Se as suculentas fazem sucesso no tamanho natural, imagine nesta versão ‘vaso de boneca’. A boa notícia é que estas miniaturas podem ser multiplicadas com partes das espécies maiores. É só destacar uma folha ou uma haste pendente, e deixá-la enraizar. O vaso pode ser improvisado com um dedal de costura. Coloque um pouco de terra e finque a folha. Depois é só aguar a terra a cada 10 dias com conta-gotas, e manter a planta em local com boa luminosidade. As duas sugestões de uso foram montadas pela Miriam. Uma delas, a do bowl branco, foi parar na mesa de centro da minha casa, e a outra, do prato de vidro, transita entre o aparador e a mesa de jantar da casa dela. Na minha mão (foto), vocês conferem o tamanho míni do vaso.

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09/08/2007
Pimentas superpoderosas

Antes mesmo de ter a minha própria casa, ainda quando morava com os meus pais, já tinha esta mania. Na verdade, é quase um ritual: atravesso a porta de entrada de casa, tiro o sapato e vou direto para o banho. Propósitos higiênicos à parte, acredito que o banho ‘lava a alma’ e leva para o ralo as energias ruins captadas durante o dia. Pode parecer misticismo, mas é só um jeito simples de proteger a minha casa, o meu ninho. Por conta desta intenção, me muni com outros apetrechos. Incluí alguns vasinhos com pimenta na bancada da churrasqueira e fico na torcida para que os frutos não murchem – sinal de que a casa não foi alvo de mau olhado. Aí vi estes vasinhos de pimenta roxa na entrada de uma casa, e aprovei o emprego. A paisagista Ana Claudia Costta e Pinto (11 5581-8741) pontuou os degraus da escada nas duas extremidades. Elas agradam, de cara, e ninguém que passa se sente constrangido com as guardiãs do local. Como proteção nunca é demais, quero saber: e você, tem algum amuleto verde em casa? Revela pra gente.
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07/08/2007
Artificial – sem preconceito
A Miriam, diagramadora da revista, dá o ar da sua graça novamente no blog. Dessa vez, ela prova que dá para criar arranjos transados com flores artificiais. “Não conheço ninguém que prefira flores artificiais às naturais. Mas em alguns locais, a manutenção de um vaso com plantas naturais é impossível. Cheguei a esta conclusão depois de investir tempo e dinheiro em arranjos para o consultório do meu marido. Na semana passada, na Ceagesp, achei algumas flores artificiais que renderam boas idéias. Usei uma taça de vidro com fibra de coco e areia branca, que serviram de base para espetar os galhos floridos. Em outro vaso de vidro, pus areia lilás e arrumei um ramo de flores roxas. Elas também aparecem em um vaso de alumínio fundido. Por fim, aproveitei um vaso de papelão preto, comprado em uma viagem, para compor galhos de uma folhagem que parece capim colorido. Na verdade, o tipo de flor é o que menos importa. O bom resultado vem da combinação de cores e materiais.”

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06/08/2007
Não descarte
As latas de leite condensado, pêssego em calda, leite em pó, legumes e molho de tomate que iriam para o seu lixo reciclado podem dar um reforço na quantidade de vasos em casa. Sempre que me empolgo com a compra de flores, parto para estes recipientes alternativos. Para evitar o desfile de rótulos, as latas podem ser pintadas com tinta látex. A cor fica a critério do gosto: o branco é neutro, e as cores – em especial, as listras de larguras diferentes –, dão um ar descontraído à composição. Uma providência é inserir copos de vidro (a exemplo dos de requeijão e de geléia) nas latas para que não enferrujem. Ah, e como a foto não me deixa mentir, quanto mais latas reunidas, mais bacana fica o efeito. |
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02/08/2007
Para fazer bonito...

Montar um arranjo de mesa pode ser fatal na vida de um florista amador. Não digo isto para desencorajar os aspirantes de plantão, mas acho difícil mesmo. Há que se pensar no formato do vaso, na quantidade de flores, na combinação de tons e até na altura do arranjo. Diante desta problemática, costumo tomar dois rumos. O mais simples é comprar um maço de flor e exibi-lo, sem acompanhantes, no vaso. Fica charmoso e não tem erro. O outro é trocar as flores de corte pelas plantadas na terra. Enumero as vantagens: 1. a durabilidade é maior; 2. para os sem-tempo, não é preciso trocar a água a cada dois dias; 3. dependendo da escolha, gasta-se menos; e 4. dá para inovar, mesmo com vasos. Apóio o último ponto nesta foto, feita no Orquidário Morumby. Os quatro vasos de orquídea Oncidium foram acomodados na tigela de cerâmica e camuflados com barba-de-bode.
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01/08/2007
Grande sacada!

Estas ‘imitações’ de sacada, que avançam no máximo 30 cm o limite da porta de correr, são um caso sério. Ninguém sabe como salvá-las do fracasso. Se não são integradas à sala, ficam sem serventia, encobertas pelas camadas de pano da cortina. Foi por esta razão que achei a idéia da paisagista Paula Galbi (11 9918-5539) genial. Mesmo com apenas 20 cm de recuo, a sacada passa a impressão de profundidade. Os vasos da L’oeil foram enfileirados e encaixados no rebaixo do piso, nivelado com seixos da Cristiane Rodrigues Pedras Decorativas (11 3832-1177). Para habitá-los, Paula escolheu exemplares de minirromã. Na mesma linha, indico a laranja kinkan ou, para uma versão mais clássica, o buxinho podado.
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31/07/2007
Truque no vaso
Comparativamente, o vaso para a varanda é como o tapete para a sala: ambos vestem o ambiente, e fazem falta na decoração. Falo com conhecimento, porque ainda não tenho o tapete de náilon estampado que cobiço, muito menos os vasos chineses de cerâmica esmaltada que planejei para a minha casa. Mesmo assim, resolvi a segunda falta com duas demãos de tinta. Os vasos de cimento, que comprei na Art Barro, foram pintados com esmalte sintético e ficaram bem bonitos, como mostrei em fotos anteriores no blog. A dica de hoje vem da varanda do apartamento do Artur de Andrade, redator-chefe da revista. Ele comprou vasos de cerâmica e não impermeabilizou por dentro. O resultado é este efeito envelhecido, que lembra inicialmente pátina, mas tende a ficar esverdeado, com musgos. É um jeito simples e barato de mudar o vaso, à prova do tempo.
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28/07/2007
Vasos bem-vestidos
Desde que vi estas latinhas de alumínio forradas de tecido, na Secret Garden, fiquei louca para tê-las em casa. Estas da foto são de café Illy. A Carol Haddad, dona da loja, cortou as tiras de tecido na largura da lata e colou as extremidades, uma sobre a outra, para melhorar o acabamento. Quem gostou, pode reunir latas de alumínio com diferentes formas e brincar na combinação dos tecidos. Mais: Carol costurou miçangas em algumas tiras e ficou demais! As latas são um charme para montar arranjos, como estes, de tulipa e astromélias, mas também podem virar vasinhos com ervas para deixar à mão na cozinha. Nesse caso, vale fazer um furo no fundo da lata para escoar a água, que nunca deve ser colocada em excesso. Para o furo, só mais uma dica: centralize um prego no fundo e dê pequenas batidas com o martelo. Aí é só customizar o vaso, ao seu gosto.
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27/07/2007
Proteção disfarçada

A Miriam, diagramadora da Casa e Jardim - e minha companheira de idas à Ceagesp -, sempre apronta coisas lindas para a casa. Do seu celeiro criativo vem esta dica bacana para combater mau-olhado, uruca e afins. "Nós, brasileiros, somos chegados a uma superstição. Quando o assunto é proteger a casa de maus-presságios, me encaixo plenamente. Só que acho um tanto antipático quando o 'kit mau-olhado' é muito explícito. Por essa razão, fiz uma montagem: coloquei os dois vasinhos de minivioleta (que pode ser substituída por outra flor) dentro de uma fruteira de vidro e cobri com as bolinhas-de-gude transparentes misturadas com pedras grandes de sal grosso, ambas do Uemura Flores e Plantas", diz Miriam. "Aconselho o uso de pratinhos embaixo dos vasos para que a água não molhe o sal, derretendo-o." O arranjo dela fica sobre a mesa de jantar. Dessa forma, sente que a casa está sempre com boas energias, mesmo que o seu kit tenha cara de enfeite.
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Thaís Lauton
Ela não gosta de acordar cedo, mas quando é para ir ao Ceasa, pula da cama feliz às 6h da manhã. No gigante entreposto paulistano de plantas e flores, faz o que mais gosta: aprecia os tons e texturas diferentes das folhagens, as árvores frutíferas, os tipos de grama. Na revista desde 2004, Thaís é nossa especialista em paisagismo. Lê, estuda, faz entrevistas, planta vasos. E se diverte dizendo aos outros o nome de cada planta. Se é que ela não inventa...
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