26/07/2007
Buquês de boas-vindas

Se a porta de entrada é o cartão de visitas do dono, está aí uma idéia formidável para receber bem a família e os amigos, e ainda brindar a vizinhança. Ela foi tirada da revista francesa
Marie Claire Idées e já entrou na minha lista - por sinal, infindável - de coisas para fazer em casa. Os cones (acredito que são feitos de tela de galinheiro) abrigam buquês de rosas e cravos, enrolados em papel de seda. Foram pendurados na porta, no improviso, e ficaram mimosos. Minha sugestão para estender a durabilidade dos buquês é aproveitar o papel de seda e esconder copinhos, desses de café, com água. Outra idéia, mais gentil, é oferecê-los ao final da recepção para os seus convidados. Isso, se forem poucos, é claro.

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25/07/2007
Escultura viva

É difícil acreditar, mas este emaranhado de agaves-dragão foi um dia, tempos atrás, apenas um exemplar da espécie. O milagre da multiplicação é um só: as mudas dessa planta surgem lateralmente na base do caule, adensando em maciços escultóricos. Fotografei essa reunião no sítio do meu sogro, em Atibaia. Por lá, todas as plantas vão bem. Acho que é em função do clima bem definido (dias com sol e noites com o termômetro em baixa) e do fino trato que recebem. Acompanho o progresso dessas agaves-dragão há oito anos, e posso dizer que cresceram muito. Elas me lembram suculentas tamanho "extra grande", porque têm as folhas cerosas e formam rosetas, como as originais. Minha indicação é o uso em jardins. Se não dá para deixá-las crescer livremente, é só remover as mudas que surgem no caule.

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24/07/2007
Cerca encoberta

Que muro de alvenaria, que nada. Para tapar a visão da casa vizinha, do varal de roupas, da garagem ou do campinho de futebol, é só implantar uma cerca de arame e deixar que a tumbérgia-azul se encarregue do resto. Essa trepadeira resolve fácil a vida, porque cresce rapidinho e permanece florida quase o ano todo, principalmente na primavera e no verão. Mesmo quando os cachos azuis não dão o ar da graça, suas folhas verde-escuras e brilhantes formam uma cortina verde, irresistível!

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23/07/2007
Capuchinha para o almoço

Isso mesmo. Essa florzinha fofa é muito usada na culinária para dar um sabor fresco e picante aos pratos. Indico sem medo, porque uma vez comi uma salada na casa de campo da paisagista Maria Eugênia Prada com as folhas e flores da capuchinha, e aprovei. Além de dar uma sofisticada no visual do prato, a planta é muito rica em vitamina C. Ela só precisa ser plantada em vasos de boca larga ou canteiros com terra rica em matéria orgânica, e ficar a sol pelo menos por quatro horas diárias. Fica a dica gastronômica.

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21/07/2007
Perfume de mel

Quer sensação mais prazerosa do que acordar e sentir um aroma de mel espalhado pelo interior da casa. Quando chega o friozinho, esse deleite fica mais próximo da realidade com a floração delicada da Maxillaria picta. Essa orquídea brasileira, que conheci esta semana no
Orquidário Morumby, é característica de regiões de altitude, por isso ostenta suas flores durante o inverno. Nem preciso falar que no orquidário há uma reunião de vasinhos com a espécie, encontrados a partir de R$ 35. Já que a tela do computador não lança aromas, um passeio até lá vale muito a pena. Tem tudo o que você precisa para tratar bem de suas orquídeas, inclusive essa listinha básica de cuidados, que não pude deixar de registrar. Bom fim de semana!

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20/07/2007
Vaso suspenso

Sabe aquela quina da parede, sem um toque de cor, que você adoraria modificar? Dá para torná-la atraente apenas como um gancho no teto. Explico: há quase dois anos, comprei este vaso da ceramista Svenja Kalteich (19 3826-1268, Vinhedo, SP) para a minha mãe. Dentro há um tubo de ensaio de vidro para colocar as flores com água. Toda semana um maço de flor diferente habita aquele canto. As preferidas de minha mãe são as astromélias (foto), mas já passaram por lá calas, tulipas, lisiantos e rosas. Uma alternativa barata é criar o seu próprio vaso a partir de latas pintadas. É só fazer os furinhos para prender o arame ou a fita. Vai ficar original.

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Thaís Lauton
Ela não gosta de acordar cedo, mas quando é para ir ao Ceasa, pula da cama feliz às 6h da manhã. No gigante entreposto paulistano de plantas e flores, faz o que mais gosta: aprecia os tons e texturas diferentes das folhagens, as árvores frutíferas, os tipos de grama. Na revista desde 2004, Thaís é nossa especialista em paisagismo. Lê, estuda, faz entrevistas, planta vasos. E se diverte dizendo aos outros o nome de cada planta. Se é que ela não inventa...

 
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