05/07/2007
Vasos incomuns

Ontem, ao fotografar um projeto para a próxima edição da revista, quase tropecei nestes minúsculos cactos plantados em conchas. Eles estavam em um cantinho do jardim, mas imagino que ficariam lindos em uma mesa de centro na sala. A idéia de substituir os vasos prolifera: há alguns dias, encontrei uma pata-de-elefante, versão míni, instalada em uma pedra. O paisagista Ricardo Pessuto (11 6193-0515) assina a criação, encontrada em três tamanhos. A menor sai por R$ 70. Para quem quiser inovar, latas, jarras, pedaços de tronco e até blocos de concreto fazem as vezes de vasos com muita graça.

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04/07/2007
Tempo de cerejeira

Durante todo o mês de julho, vale a pena trocar os arranjos de flores pelos galhos escultóricos da cerejeira-do-japão. Essa árvore, originária da Ilha de Okinawa, no Japão, aprecia clima frio, por isso é muito cultivada no sul e no sudeste do Brasil. Para quem não vive nestas regiões, um alento: a espécie resiste ao calor, porém seu florescimento é menos exuberante. O que não é um problema, já que até mesmo os seus galhos ficam lindos em um vaso transparente.

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03/07/2007
Perfume de lavanda

Aromatizar a casa é um modo de acolher. O cheirinho pode vir de uma vela, de um incenso ou de um vasinho com plantas. Minha escolha: com certeza, a última alternativa. Entre os cheiros que não dispenso, a lavanda encabeça a lista. Alguns ramos dessa herbácea são valiosos para o bem-estar, como me ensinou a herborista Sabrina Jeha, do
Sabor de Fazenda. Um maço das flores frescas, colocado dentro de uma bacia com água fervente e abafado por 20 minutos, vira uma deliciosa infusão para o banho. Já as flores secas, em um saquinho de tecido, servem como sachê para colocar entre as roupas e afastar traças. Dentro do travesseiro, atuam como calmante. Para quem se entusiasmou em cultivar a lavanda, a boa notícia é que a espécie prefere condições extremas, como vento em excesso e sol pleno. Só não suporta muita umidade. Então, cuidado com as regas.

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02/07/2007
Lugar à sombra

Desde a primeira vez que vi as folhas gigantes do pacova, pensei: "Um dia vou ter um em casa". Na hora de comprar o tão sonhado exemplar, não me contive. Levei três de uma vez. Eles foram plantados seguindo todas as regras de bom trato. Isso significa que os vasos de cimento foram impermeabilizados internamente e receberam, do fundo para o topo, uma camada de argila expandida, a manta de poliéster (bidim), e só depois a terra com substrato. Mas o que me afligia era se eles se adaptariam ao local escolhido para exibi-los. Há mais de seis meses embaixo da escada da sala, tenho certeza de que estão bem. Lá, eles não vêem o sol, muito menos recebem ventilação direta, mas a sala tem boa luminosidade. O pacova, assim como o asplênio, a zamioculca, as marantas e o singônio, são plantas de sombra. É só pensar que se estivessem em seu hábitat, na mata, estariam cobertos pela sombra de enormes árvores. Plantados em vasos ou em jardineiras, só precisam de água duas vezes por semana. Uma dica: antes de aguar qualquer planta, enfie o dedo na terra. Se ela estiver seca, hora certa de matar a sede do seu exemplar. Se estiver fofa e úmida, espere mais um dia. Ah, e lembre-se de reparar sempre nas folhas. Elas também sabem reclamar de uma falta de atenção.

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30/06/2007
Tacho de suculentas

Se tem uma família de plantas que vive bem, mesmo sem o olhar do dono, é a de suculentas. Com folhas gordinhas, que reservam água no interior, estas plantas - comuns em regiões desérticas -, sobrevivem mesmo em áreas com privação de luz, ventilação e água. Em uma das minhas constantes idas à Ceagesp, saí com duas caixas de suculentas a tiracolo (cada uma, com seis vasos, custou R$ 15). A idéia de reunir os vasinhos em um tacho deu certo, como mostra a foto. Só tomei alguns cuidados. O mais importante deles foi sugestão do paisagista Odilon Claro. Ele me ensinou a forrar o fundo de vasos sem furo com carvão vegetal, que chupa a água em excesso. No caso do meu tacho, o carvão também serviu para criar volumes de diferentes alturas entre as plantas. Para disfarçar os vasos plásticos, usei musgo. Ah, uma vez por semana, borrifo água nas suculentas.

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29/06/2007
Bambu da sorte engarrafado

O nome sugestivo desta planta - também conhecida como Lucky Bamboo -, de haste reta ou espiralada, com folhinhas na ponta, me intrigou de cara, quando fui apresentada a um exemplar. Ele chegou aqui na redação, há uns seis meses, em um cilindro com pedriscos e água. Não sei se dá sorte, mas fiquei surpresa como resiste ao ar condicionado sempre gelado e às lâmpadas fluorescentes, que incidem sobre minha mesa de trabalho. Comprei, então, três hastes em espiral, no Uemura Flores e Plantas (11 3641-7940), para colocar em casa, no meu escritório. Lá, as condições são melhores e só o que faço é trocar a água deles a cada 15 dias (ou em menos tempo, se estiver turva). Em vez de cilindros, usei minigarrafas de bebida. Foi só tirar o rótulo, passar palha de aço na impressão à tinta da validade, e olha como ficaram.

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28/06/2007
Romã da vida

Troquei o sal grosso da minha casa por plantas. Não é de hoje que acredito na proteção verde. Minha mãe, Norma, que até conversa com suas orquídeas para que floresçam mais de uma vez por ano – e consegue –, mantém sempre um vasinho com pimenta na varanda.
Pode até ser crença, mas penso: se as plantas são capazes de transformar o gás carbônico em oxigênio, quem sabe possam filtrar as energias ruins. Por via das dúvidas, investi em quatro vasos com pimenta.
A mais nova integrante da minha lista foi a romãzeira. A Susana Udler, uma paisagista amiga, me contou que presenteia clientes e amigos com esta frutífera, porque algumas religiões a definem como a árvore da vida. Quanto mais viçosa, mais fluida será a energia da casa e dos moradores. Não resisti. Esta, ao lado, é a minha romãzeira. Chegou há menos de um mês em casa e já virou xodó.

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Thaís Lauton
Ela não gosta de acordar cedo, mas quando é para ir ao Ceasa, pula da cama feliz às 6h da manhã. No gigante entreposto paulistano de plantas e flores, faz o que mais gosta: aprecia os tons e texturas diferentes das folhagens, as árvores frutíferas, os tipos de grama. Na revista desde 2004, Thaís é nossa especialista em paisagismo. Lê, estuda, faz entrevistas, planta vasos. E se diverte dizendo aos outros o nome de cada planta. Se é que ela não inventa...

 
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