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04/03/2008
Violetas na cozinha

Quando a Miriam, diagramadora aqui da revista, me contou que tinha mudado de apartamento, logo emendou com outra boa notícia: “agora tenho espaço para um jardim”. A mulher está cheia de idéias. Já comprou alguns vasos para a área externa, mas enquanto a reforma não termina, ela encontra outros cantos pra colocar plantas: o quarto do filho Bruno, a sala e até a cozinha. Ela mostra pra gente o que já aprontou por lá: “Encher a casa de plantas sempre esteve nos meus planos. Resolvi colocar verde em cada canto da casa, nem que seja um vasinho! Quando o marceneiro veio fazer reparos na cozinha, logo imaginei que uns vasinhos de plantas, sob a janela ficariam bem legais. Encomendei uma prateleira e quando ele trouxe, vi que era muito maior do que o imaginado. Fiquei super feliz! A caixa de minivioletas, comprada na Ceagesp, ganhou um lugar de destaque. Percebi que dá pra ter plantas em qualquer canto da casa, mesmo que sejam pequenos vasinhos na janela de um apartamento”.
Para saber... Violetas têm florescimento contínuo durante o ano todo. Mas devem ser mantidas longe de sol direto. Preferem áreas com boa luminosidade e ventilação, a exemplo da janela da Miriam. Os vasos devem ser ricos em húmus, sem excesso de umidade.
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03/03/2008
 ABC da Jardinagem
Quem vive em São Paulo, já deve ter assistido o Quadro Verde, bloco que integra o jornal Bom Dia São Paulo (e afiliados em outras cidades do estado) e fala sobre plantas, jardinagem e paisagismo. O quadro é apresentado pela repórter da TV Globo, Ananda Apple, e é uma delícia. A Ananda dá dicas ótimas, ensina a cuidar das plantas, fala sobre florações, podas, irrigação e tudo o que compreende este universo. Como o programa é veiculado cedinho, antes das 7h da manhã, às sextas-feiras, nem sempre dá para assistir. A boa notícia é que o quadro ganhou uma versão em DVD, que acompanha um fascículo escrito por mim. É um ótimo começo para colocar a mão na terra. O fascículo pode ser encontrado em bancas e livrarias em todo o Brasil. Fica a dica.
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29/02/2008
Etiquetadas

Conheço todas as plantas que tenho em casa. Gosto de saber nome, sobrenome, apelido, época de floração, data em que foi comprada, quando pede nova adubação... Como vez em quando a cabeça falha, nada mais fácil do que usar placas em todos os vasos. Ainda não fiz isso nos meus, mas fiquei inspirada a usar uma dessas plaquinhas publicadas na revista Marie Claire Idées. Todas fogem do modelo convencional: tem argola metálica, garfo, colar de pedras, lasca de madeira, canudo de bambu, latinha de refrigerante, garrafa e pote de vidro. O bacana é que as placas podem conter informações úteis para o trato das plantas. Por exemplo: você pode anotar o período da última floração de suas orquídeas e estimular a próxima, seis meses depois, com NPK 10 30 20, que tem mais concentração de fósforo. Uma vez, falei sobre palitos de sorvete, que também resolvem a vida. Se alguém tiver outra sugestão, conta aqui pra gente. Ótimo finde!
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28/02/2008
A receita ultra-secreta da Barbara

Quem é leitor antigo do blog, deve se lembrar do vaso de laranja-kinkan, que tenho no terraço do meu quarto. Ele faz companhia para o pé de romã – outra atração que faço questão de apresentar para quem visita a casa. Finalmente, após três meses de vistorias diárias, as kinkans amadureceram. Explico: não sou nem um pouco afoita com as minhas plantas, mas não consegui manter a calma oriental, desde que a paisagista Maringá Pilz me falou sobre a geléia de kinkan que a sua sócia, a paisagista Barbara Uccello, faz como ninguém. Não sosseguei até a Barbara me passar a receita, que repasso pra vocês. A geléia é feita com a kinkan imperial variegada (aquela estriada de verde e amarelo). A Barbara diz que esta kinkan é mais doce que as de folha verde escura, mas deve ser colhida madura, quando está bem alaranjada. Se a receita era ultra-secreta, fica só entre nós...
Geléia de kinkan imperial
Ingredientes
1 kg de laranja-kinkan imperial 400 gr de açúcar (pode ser cristal) 1 copo de água 2 cravos 1 pedacinho de canela em pau
Preparo
Lave as laranjinhas, esprema o seu suco e reserve. Como o suco é muito ácido, não deve ser colocado em excesso para não deixar a geléia muito ácida e azeda demais. Mas as sementes sim. Junte-as e envolva-as em um guardanapo de algodão. Amarre o sachê de sementes no cabo da colher de pau. Eles irão liberar pectina (pó branco, extraído de frutos e raízes vegetais, que é facilmente gelificável), durante o cozimento. Coloque as laranjinhas em uma panela, junte o açúcar, os cravos, a canela e a água. O sachê de sementes deve estar submerso e conforme ferve, solta a ‘colinha’ da pectina. Cozinhe por apenas 15 minutos, esprema bem o sachê e retire-o da colher de pau. Continue a ‘apurar’ a geléia por mais 15 minutos, aproximadamente. Dica da Barbara: “a geléia fica o máximo em pães, biscoitos, crostatas, sorvetes, bolos, rocamboles, queijos, carnes e aves”, resumindo, em tudo.
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27/02/2008
Driblando escadas

Na minha casa, o que não falta é degrau. São quatro níveis, com escadas entre salas e quatros, garagem e varanda, e garagem e depósito. É uma verdadeira maratona, principalmente quando estou na garagem e lembro que deixei o celular no quarto. Ninguém merece! O que sei é que as escadas agora fazem parte da minha rotina e das minhas atenções. Aproveito para ilustrar uma maneira bacana que encontrei de tê-las integradas ao jardim. Os degraus, intercalados por vasos, ficam menos monótonos. Podem ter um ar classudo, como na foto de cima, acompanhados por vasos pretos com buxinhos ou mais romântico, à moda italiana, pontuados por vasos de barro com gerânios coloridos (foto de baixo). Quando não há degraus para enfeitar, dá para inventá-los, como fez o paisagista Roberto Riscala na cobertura de um apartamento (foto do meio). Dispôs duas estruturas de ferro de alturas diferentes e acomodou um quarteto de bálsamos e outro de buxinhos. A escada pode ser adaptada em outros acabamentos: dormente, madeira, vidro... e ocupa pouco espaço. Então, dá-lhe degrau nos cantos perdidos. Beijos, até amanhã.
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26/02/2008
Jardim interior
O que mata um jardim Não é mesmo alguma ausência nem o abandono... O que mata um jardim É esse olhar vazio de quem por ele passa indiferente.

Mario Quintana tinha razão. Jardins precisam de calor humano. Uma mão que cuide, um olhar que aprecie, um corpo que pise e dê sentido para todo o conjunto. Fico satisfeita quando leio comentários aqui no blog de gente que curte o seu pedacinho de verde, por mais que ele se restrinja a um ou dois vasos. Escolhi alguns jardins, feitos pelos paisagistas Gilberto Elkis, Ricardo Pinto (11 3812-2041) e Roberto Riscala, somente para convidá-los a um treino. Imaginem-se nestes locais: passeando por entre as árvores ou sentados sob a sua sombra. Se aprofundarem os sentidos, logo perceberão um cheiro, uma brisa, uma flor... o exercício do olhar é o nosso mais valioso tesouro. Espero que concordem. Beijos a todos, até amanhã! |
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25/02/2008
Horta do desejo


Embora tenha apenas alguns vasinhos com ervas e temperos em casa, o assunto horta me atrai. Sempre quando encontro uma, inspeciono o que tem de bom. Só de olhar as alfaces, as rúculas, as couves, fico com vontade de colher tudo e fazer uma salada daquelas. Lógico que incluiria um peito de peru, uma muçarela de búfala, um abacaxi, uns croutons para dar uma incrementada... Mas ter as folhas frescas, sem agrotóxicos, no quintal é tudo de bom. Enquanto o desejo é só desejo, piro com hortas como esta, feita pelo paisagista Gilberto Elkis. As caixas de madeira são a solução para jardins sobre lajes. Precisam ser impermeabilizadas com neutrol e forradas com manta de poliéster antes de receberem a terra. Na parte externa, é legal passar um verniz náutico a cada dois anos para que dure mais. Ah, preciso fazer outro comentário. Olha que legal: o Gilberto escondeu os vasos de frutíferas entre a cerca viva de murta. A boca do vaso fica à vista, sempre que a planta for podada. Na edição edição deste mês da Casa e Jardim tem uma matéria sobre hortas com muitas dicas. Beijos a todos. Até amanhã, sem falta e mais cedo... prometo! |
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22/02/2008
Vida simples, barata e deliciosa

Como é bom comprovar que a vida e a beleza das coisas não está no luxo. Móveis caros, vasos importados e jardins imensos não são a chave para a felicidade em casa. Acredito que os sentimentos tenham mais poder do que os objetos. Não quero bancar a Poliana, mas pensamento positivo, alegria e bom humor são essenciais. Para exprimi-los em casa, é muito simples. Abra as cortinas para a luz natural invadir os ambientes, coloque uma boa música, tenha lembranças de viagens e fotos de pessoas que ama à vista e cultive plantas. Um móvel para reunir vasinhos é uma alternativa que pode ser aplicada na sala, na varanda, no terraço ou no jardim. A treliça (foto do meio) cabe em áreas minúsculas. Se estivesse na sacada de um apê, poderia até ser pendurada. Reparem como tudo é muito simples – aparadores de madeira, vasos de barro, treliça de ferro –, mas muito acolhedor. Humm, isso é que é ter prazer. Alguém discorda? Ótimo finde para vocês.
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18/02/2008
Panelas velhas recicladas

Uma lembrança de infância: Eu devia ter uns 5 ou 6 anos, mas lembro-me perfeitamente da dona Luzia, a senhora que ajudava a minha avó a cuidar da casa, enquanto meus pais trabalhavam. Ela era uma felicidade só. Era tão disposta, que cantava enquanto limpava a casa. E quando o rádio tocava aquela música do Sérgio Reis “Panela velha é que faz comida boa...”, ela pegava o meu irmão Fred no colo – na época com 2 ou 3 anos –, e chacoalhava ele pra lá e pra cá. Era uma diversão deliciosa. Infelizmente, a dona Luzia se foi, mas a lembrança dela surge sempre que lembro daquela música. Não sei se as panelas velhas fazem comida boa, mas no Zazá Bistrô, no Rio, elas abrigam ervas e temperos e ainda dão um charme na fachada. Fica a dica para copiar em casa. Beijo a todos. Até amanhã.
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Thaís Lauton
Ela não gosta de acordar cedo, mas quando é para ir ao Ceasa, pula da cama feliz às 6h da manhã. No gigante entreposto paulistano de plantas e flores, faz o que mais gosta: aprecia os tons e texturas diferentes das folhagens, as árvores frutíferas, os tipos de grama. Na revista desde 2004, Thaís é nossa especialista em paisagismo. Lê, estuda, faz entrevistas, planta vasos. E se diverte dizendo aos outros o nome de cada planta. Se é que ela não inventa...
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